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Procurador-geral dos Estados Unidos demite número dois do FBI

McCabe foi punido por alegadamente ter passado informação confidencial para a imprensa

MICHAEL REYNOLDS/ EPA

O procurador-geral dos Estados Unidos da América, Jeff Sessions, demitiu o número do FBI, Andrew McCabe, a pouco mais de um dia de este se reformar, uma decisão que lhe retira parte da sua pensão.

O procurador-geral dos Estados Unidos da América, Jeff Sessions, demitiu o número do FBI, Andrew McCabe, a pouco mais de um dia de este se reformar, uma decisão que lhe retira parte da sua pensão.
Num comunicado citado pela agência EFE, Jeff Sessions esclarece que uma investigação interna da polícia federal norte-americana e do Departamento de Justiça concluiu que McCabe deu informações, de forma não autorizada, a meios de comunicação social e não foi franco, mesmo sob juramento, em múltiplas ocasiões.
Concretamente, o número dois teria permitido a divulgação de informação relativa a uma investigação sobre doações recebidas pela Fundação Clinton, de que fazia parte a democrata Hillary Clinton, que disputou as presidenciais com o republicano Donald Trump que saiu vencedor.
Com base nas conclusões de um relatório e a recomendação por parte do departamento do FBI que tem a seu cargo as questões disciplinares, Sessions tomou na sexta-feira a decisão de demitir McCabe antes de este se reformar no domingo, no seu 50.º aniversário.
A sua demissão tem como consequência imediata a perda de uma significativa parte da sua reforma.
O número dois da polícia federal norte-americana abandonou o cargo no dia 29 de janeiro, após mais de um ano de críticas do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de responsáveis republicanos que o acusavam de ser próximo dos democratas.
Mas a Casa Branca rejeitou qualquer responsabilidade na saída de McCabe da direção do FBI.
"A Casa Branca não desempenhou qualquer papel nesta decisão", assegurou na ocasião a porta-voz do executivo, Sarah Sanders.
A demissão de McCabe tinha efeitos imediatos, mas este ficaria no registo dos funcionários da polícia federal até março, por razões administrativas.