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Vereadora morta a tiros dentro de carro no Rio de Janeiro

MAURO PIMENTEL/GETTY

Um dia antes de ser assassinada, a vereadora Marielle Franco questionou a violência na cidade e a ação da Polícia Militar

A vereadora Marielle Franco e o motorista foram assassinados na quarta-feira na região central do Rio de Janeiro, no Brasil, informa o portal de notícias da Globo.

Segundo o G1, Marielle Franco, de 38 anos, que foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro nas eleições de 2016, "foi morta a tiros dentro de um carro" conduzido por Anderson Pedro Gomes, que também foi baleado e morreu.

Uma assessora da vereadora, eleita pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), foi atingida por estilhaços e transportada para o hospital.

A autarca tinha participado no início da noite num evento denominado "Jovens Negras Movendo as Estruturas".
Investigadores da Delegacia de Homicídios anunciaram que "a principal linha de investigação é a execução".

Segundo as primeiras informações da Polícia Militar, o carro onde se deslocavam os criminosos colocou-se ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam, tendo esta sido atingida por quatro tiros na cabeça.

"A perícia encontrou, pelo menos, nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada", adianta o portal.

O secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes, disse ter determinado uma ampla investigação e que acompanha a situação com o chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa.

Já o deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo considerou o crime "inadmissível", observando que as "características são muito nítidas de execução".

O portal de notícias acrescenta que um dia antes de ser assassinada, Marielle Franco questionou a violência na cidade e a ação da Polícia Militar (PM).

"Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?", perguntou na rede social Twitter.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lamentou o "brutal assassinato" e "lembrou a "honradez, bravura e espírito público" da vereadora, numa nota publicada no sítio na Internet da Prefeitura.