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Internacional

EUA começam a impor sanções por interferência russa nas eleições

MANDEL NGAN/GETTY IMAGES

Penalizações incluem a utilização, pela primeira vez, dos poderes que o Congresso aprovou no ano passado para punir Moscovo pela interferência nas eleições que deram a vitória a Donald Trump

O Governo dos Estados Unidos está a impor sanções a 19 russos por alegadas interferências nas eleições de 2016, incluindo 13 pessoas indiciadas pelo procurador especial, Robert Mueller.

As penalizações incluem a utilização, pela primeira vez, dos poderes que o Congresso aprovou no ano passado para punir Moscovo pela interferência nas eleições que deram a vitória a Donald Trump.

Entre os visados está o empresário Yevgeny Prigozhin, conhecido como o 'chef' de Vladimir Putin pela sua cadeia de restaurantes que serve o Kremlin, e vários membros dos serviços secretos (GRU) que são "diretamente responsáveis" pelo ciberataque de junho do ano passado, designado 'NotPetya'.

OS EUA estão também a impor sanções a responsáveis da Agência de Pesquisa da Internet (Internet Research Agency), que Mueller diz ter coordenado as interferências digitais nas eleições presidenciais.

Os 19 cidadãos russos sancionados fazem parte da lista divulgada pela administração norte-americana no passado dia 30 de janeiro, que ficou conhecida como a "Lista Putin" em que são identificados, a pedido do Congresso, 96 oligarcas e 114 altos funcionários do Kremlin que enriqueceram ou foram promovidos por intervenção do chefe de Estado russo.

Entre os 96 oligarcas apontados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como detentores de fortunas superiores a mil milhões de dólares figuram o magnata do setor do petróleo Roman Abramovich, dono do Chelsea (clube de futebol britânico), Oleg Deripaska ou Mikhail Prokhorov.