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Catalunha. MP espanhol pede consulta à Suíça sobre possibilidade de extradição de Puigdemont

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O ex-presidente do governo regional catalão, refugiado em Bruxelas desde outubro de 2017, deverá deslocar-se à Suíça este domingo para fazer uma intervenção pública

O Ministério Público espanhol pediu esta quinta-feira ao Ministério da Administração Interna para consultar a Suíça sobre a possibilidade de deter e extraditar Carles Puigdemont que pretende viajar para este país no próximo domingo.

Segundo a agência EFE, o procurador-geral solicitou que, em colaboração com a Interpol, se façam "as gestões necessárias com as autoridades competentes da Suíça com o fim de determinar a viabilidade da detenção dos fugitivos e de os reclamar para efeitos da sua extradição".

Esta possibilidade de detenção e extradição não se refere apenas ao ex-presidente do Governo catalão, Carles Puigdemont, refugiado em Bruxelas desde outubro de 2017 e que agora pretende deslocar-se à Suíça para fazer uma intervenção pública.

Também estão incluídos no pedido de consulta a ex-conselheira (ministra regional) catalã Meritxell Serret, uma das pessoas que acompanhou Puigdemont na fuga para a Bélgica, e a dirigente do partido Candidatura de Unidade Popular (extrema-esquerda anti-sistema) Anna Gabriel, refugiada em Genebra (Suíça).

O Governo suíço sublinhou em fevereiro último que rejeitaria um eventual pedido de extradição de Anna Gabriel, porque os crimes de "natureza política" não são abrangidos pelo código penal helvético.

O Tribunal Supremo tem evitado até agora fazer o pedido de extradição da Suíça e da Bélgica, onde reside Puigdemont e mais três ex-conselheiros catalães.

Carles Puigdemont pretende participar este domingo num debate sobre a independência da Catalunha no Festival de Cinema e no Fórum Internacional sobre os Direitos Humanos de Genebra, segundo anunciou a organização.

Vários políticos independentistas catalães estão a ser investigados por suspeitas de terem cometido delitos de rebelião, sedição e peculato durante o processo de independência da Catalunha.

Esse processo foi interrompido em 27 de outubro de 2017 quando o Governo central espanhol decidiu intervir na Comunidade Autónoma, nomeadamente através da dissolução do parlamento regional, da destituição do executivo regional e da convocação de eleições regionais que se realizaram a 21 de dezembro último.