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Internacional

Diplomata neozelandesa enfrenta castigo por pedir união dos democratas contra Trump

Há crescentes rumores sobre Sanders e Warren virem a unir-se para tentar tirar Trump da Casa Branca em 2020

Win McNamee

Vice-chefe da missão diplomática neozelandesa nos EUA exigiu no Twitter que a oposição norte-americana "se oriente" sob pena de "morrermos todos", em resposta a uma notícia sobre uma potencial candidatura de Elizabeth Warren e Bernie Sanders às presidenciais de 2020

Uma diplomata de topo da Nova Zelândia que vive em Washington fez manchetes na terça-feira por causa de dois tweets dirigidos ao Partido Democrata dos EUA, no qual ordenava aos membros da atual oposição norte-americana que "se orientem" na campanha contra Donald Trump, caso contrário "vamos todos morrer".

Os tweets foram publicados (e entretanto apagados) por Caroline Beresford, vice-chefe da missão diplomática neozelandesa nos EUA e atual embaixadora no Haiti, em resposta a uma notícia do "The Hill", no qual o site avançava que os democratas estão a preparar-se para a corrida presidencial de 2020 com uma candidatura conjunta dos senadores Elizabeth Warren e Bernie Sanders.

Em resposta à peça intitulada "Uma candidatura Sanders-Warren pode ganhar à grande em 2020", Beresford respondeu no Twitter: "Não, não pode. Por favor orientem-se, caso contrário vamos todos morrer." Num segundo tweet, a diplomata neozelandesa acrescentou "Não aprenderam nada", numa aparente referência à derrota sofrida pelo partido democrata nas presidenciais de 2016.

Contactado por jornalistas norte-americanos, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia disse estar a par dos tweets de Beresford e garantiu que serão tomadas "medidas apropriadas" em resposta a eles.

"O Ministério não apoia de forma alguma o conteúdo nem o tom dos tweets que, reparámos entretanto, já foram apagados", disse um porta-voz do Ministério. "O nosso código de conduta e as nossas diretivas para o uso das redes sociais deixam muito claro o que esperamos dos nossos funcionários ao tecerem comentários públicos, entre outras coisas que mantenham a neutralidade política e que tenham cuidado ao expressarem as suas opiniões pessoais. Estas expectativas não foram cumpridas neste caso."

Contactada pelo site "Newsroom", a diplomata confirmou que foi ela a autora dos tweets e admitiu que publicá-los foi um erro. "Sim, publiquei esses tweets e apercebi-me rapidamente de que eram inapropriados, foi por isso que os apaguei." Ainda não se sabe que tipo de punição é que Beresford poderá vir a enfrentar.