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Internacional

Juncker pede rapidez ao Reino Unido: “É tempo de traduzir discursos em tratados”

PATRICK HERTZOG/AFP/Getty Images

Jean Claude-Juncker diz que são necessários “mais esclarecimentos do Reino Unido” para perceber a relação futura com a UE. E exige “método, pragmatismo e transparência”

O presidente da Comissão Europeia afirmou esta terça-feira que o Reino Unido irá arrepender-se de ter deixado a UE e insistiu que o futuro da relação entre ambos terá de ser traduzido em acordos.

Num discurso no Parlamento Europeu, Jean-Claude Juncker sublinhou que a saída do Reino Unido da União Europeia irá acontecer a 29 de março de 2019, “altura em que o país se irá arrepender” desta decisão.

Reconhecendo que o início das negociações do Brexit foram difíceis, Juncker elogiou o trabalho de Michel Barnier, negociador chefe da UE, e defendeu a necessidade de alcançar acordos céleres. “A cada dia que passa a urgência de reunir todas as condições necessárias para um consenso torna-se maior. Essa urgência importa a todos: UE e Reino Unido têm que agir com método, pragmatismo e transparência”, sustentou.

“É óbvio que necessitamos de mais esclarecimentos do Reino Unido para percebermos a nossa relação no futuro. Uma vez que o relógio está avançar, e só falta um ano, é tempo de traduzir discursos em tratados, compromissos em acordos e as vastas sugestões e desejos sobre a relação futura em soluções especificas”, acrescentou.

Um dos aspetos importantes a esclarecer, frisou Juncker, trata-se de perceber como evitar o regresso de uma fronteira física entre a Irlanda e o território britânico da Irlanda do Norte.

O líder do executivo comunitário disse ainda que não quer que os cidadãos europeus sejam vítimas do Brexit, salientando que é vital garantir os seus direitos.“Eu preferia que o Reino Unido não tivesse decidido deixar a UE, mas alguém que deixa a UE tem que saber francamente o que isso significa”, atirou.