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Internacional

Japão desafia Coreia do Norte a dar “passos concretos” para o desarmamento nuclear

Tomohiro Ohsumi

Membro da delegação sul-coreana que se encontrou com Kim Jong-un e com Donald Trump na semana passada está em Tóquio para informar as autoridades nipónicas sobre o avanço das discussões para a desnuclearização da Península Coreana

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, desafiou esta terça-feira a Coreia do Norte a dar "passos concretos" para a desnuclearização e congratulou-se com “qualquer diálogo” que tenha por base esta iniciativa.

Shinzo Abe falou aos jornalistas antes de se reunir em Tóquio com o chefe dos serviços de informação da Coreia do Sul, Suh Hoon, um dos membros da delegação sul-coreana que na semana passada se encontrou com Kim Jong-un em Pyongyang e com Donald Trump em Washington DC e que está agora na capital do Japão para informar as autoridades nipónicas sobre os desenvolvimentos das conversações com o país vizinho.

Na sequência da reaproximação iniciada com os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, uma delegação deste país esteve na semana passada com Kim Jong-un, liderada pelo conselheiro para a segurança da presidência sul-coreana, Chung Eui-yong.

Foi no rescaldo desse encontro que Chung divulgou a disponibilidade de Pyongyang para suspender os seus ensaios nucleares e balísticos em troca de começar a negociar esses programas diretamente com os Estados Unidos da América.

A proposta de diálogo goi aceite pelo presidente norte-americano, Donald Trump, no final da semana durante a visita da delegação sul-coreana à Casa Branca. A concretizar-se, o encontro será o primeiro de sempre entre os Presidentes em funções dos Estados Unidos e da Coreia do Norte.

O convite surgiu depois de um ano em que Trump e o líder norte-coreano estiveram envolvidos numa escalada de retórica que progressivamente foi ficando mais violenta e bélica, com ambos a lançarem ameaças de um potencial ataque nuclear contra o rival.

O potencial encontro entre Trump e Kim poderá ter lugar já em maio. Antes disso, no final de abril, haverá uma cimeira intercoreana para voltar a juntar as autoridades dos dois países da Península.