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Internacional

China e Rússia encaram positivamente encontro entre EUA e Coreia do Norte

foto Mikhail Svetlov/Getty Images

Depois do anúncio inesperado dum encontro entre Trump e Kim Jong-un, ainda sem data marcada mas que poedrá estar para breve, a China já veio saudar “os sinais positivos” dados pelos dois países, enquanto que a Rússia afirma que este é um “passo no sentido da normalização” da situação na península coreana

O governo da República Popular da China saudou esta sexta-feira o anúncio da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, agendada para o mês de maio.

"Saudamos os sinais positivos dados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Norte no sentido de um diálogo direto", disse esta sexta-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Geng Shuang, numa conferência de imprensa semanal, em Pequim.

"O próximo passo é a manutenção deste momento positivo, alcançar sinergias para o trabalho conjunto no sentido de restaurar a paz e a estabilidade na península da Coreia", acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou o convite do líder da Coreia do Norte para iniciar uma ronda de negociações sobre o programa nuclear norte-coreano.

A reunião - ao mais alto nível - foi confirmada pelo conselheiro de Segurança da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, durante uma visita à Casa Branca.

O local do encontro ainda não foi decidido sendo que o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim não se pronunciou sobre a possibilidade de a reunião se realizar em território da República Popular da China.

"A China vai continuar a desempenhar um papel positivo", na busca de uma solução negociada para a crise, disse Geng Shuang quando questionado sobre a localização da cimeira.

O mesmo responsável disse ainda que as partes envolvidas devem mostrar "coragem política e poder de decisão, envolvendo-se em contactos bilaterais e multilaterais".

Antes do anúncio do encontro de maio, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês defendeu o princípio da "dupla suspensão": o fim das manobras militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na península coreana e, ao mesmo tempo, a paragem dos testes com armamento nuclear por parte da Coreia do Norte.

Rússia encara cimeira como "passo para normalização"

Também a Rússia já reagiu positivamente ao anúncio deste encontro. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo disse esta sexta-feira que Moscovo encara a cimeira -- ao mais alto nível - entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte como um "passo no sentido da normalização" da situação na península coreana.

"Vemos o encontro como um passo no bom caminho. Acabámos de tomar conhecimento do encontro. Esperamos que se realize", afirmou Serguei Lavrov numa conferência de imprensa em Adis Abeba, Etiópia.

Lavrov acrescentou que a cimeira é "sem dúvida necessária para normalizar a situação na península coreana".

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