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Internacional

México e Canadá poderão ter “descontos” nas exportações de alumínio e aço para os EUA

MANDEL NGAN/GETTY IMAGES

Casa Branca diz que estes e “outros países” poderão obter descontos ou ficar isentos “por motivos de segurança nacional”. União Europeia e China já estão a preparar-se para potencial guerra comercial, depois de a porta-voz da administração Trump ter garantido que o Presidente vai promulgar as controversas medidas já esta quinta-feira

A Casa Branca diz que poderá haver isenções no planeado aumento dos impostos sobre as importações de metais para o país. Depois de Donald Trump ter anunciado, na semana passada, que pretende impôr uma taxa de 25% sobre produtos de aço e uma de 10% sobre produtos de alumínio que entrem em território norte-americano, ontem a porta-voz do Presidente disse que o Canadá, o México e "outros países" poderão obter "descontos" ou isenções no âmbito deste plano por questões de segurança nacional.

A sugestão veio deitar alguma água na fervura da guerra comercial global que a administração Trump parece estar prestes a comprar, uma que já levou a União Europeia a compilar uma lista de bens exportados pelos EUA para o mercado comunitário que poderão vir a ser taxados como medida retaliatória – e uma que ontem levou também a China a ameaçar os EUA com uma "resposta apropriada e necessária" a qualquer frente de batalha comercial que Trump possa vir a abrir e que venha a pôr em causa as relações bilaterais entre Pequim e Washington.

O plano delineado por Trump está a angariar dura oposição dentro e fora dos EUA e já levou o principal conselheiro económico do Presidente norte-americano, Gary Cohn, a resignar ao cargo. Apesar disto, ontem a porta-voz da Casa Branca garantiu que o Presidente não só não repensou a sua estratégia como deverá promulgar as novas tarifas até ao final desta semana –um decreto que, segundo os media do país, poderá ser assinado já hoje.

Neste contexto, Sarah Sanders acrescentou que "poderá haver potenciais descontos para o México e para o Canadá com base em questões de segurança nacional e possivelmente também para outros países", algo que, explicou, será analisado "caso a caso e país a país".

Anteriormente, Trump já tinha sugerido que poderia isentar totalmente o Canadá e o México destas tarifas caso estes aceitassem negociar um "novo" Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) "mais justo" para os EUA.

Ao longo da campanha e desde que tomou posse em janeiro de 2016, Trump tem defendido uma postura proteccionista para, na sua visão, proteger o mercado laboral norte-americano e acabar com a competição "injusta" com países como a China e outros –isto apesar de várias investigações comprovarem que, no médio e longo prazo, as empresas norte-americanos também sairão muito prejudicadas desta potencial guerra comercial.