Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Atriz de filmes porno abre processo judicial contra Trump

Stormy Daniels na cerimónia de entrega de prémios Adult Video News Awards 2018, em Las Vegas, Nevada

Gabe Ginsberg/Getty Images

Stormy Daniels diz que o agora Presidente nunca chegou a assinar o acordo de confidencialidade que ela subscreveu dias antes das eleições, que a proibia de falar publicamente sobre o caso extraconjugal que Trump manteve com ela após Melania ter sido mãe, em 2006

Uma atriz de filmes pornográficos que teve um caso com Donald Trump abriu na terça-feira um processo judicial contra o agora Presidente, no qual alega que o acordo de confidencialidade que assinou em troca de dinheiro antes das eleições para não falar publicamente sobre esse caso é "inválido".

Na documentação que os seus advogados apresentaram na terça-feira a um tribunal de Los Angeles, Stormy Daniels diz que o acordo em causa, assinado por ela e por um advogado do empresário dias antes das eleições presidenciais de 2016, é "nulo" porque Donald Trump nunca chegou a subscrevê-lo.

Em fevereiro, um dos advogados pessoais de Trump, Michael Cohen, assumiu que pagou 130 mil dólares (cerca de 105 mil dólares) a Daniels para ela não revelar que esteve envolvida com o agora Presidente depois de Melania Trump ter sido mãe.

Numa entrevista à revista "InTouch" em 2011, Daniels já tinha discutido abertamente a relação sexual que manteve com Trump em 2006, que começou semanas depois do nascimento de Barron, o primeiro filho de Melania e o quinto do empresário. O caso extraconjugal de Trump ressurgiu em janeiro deste ano, após o "Wall Street Journal" ter noticiado a existência do acordo de confidencialidade assinado pela atriz pouco antes das eleições de novembro de 2016.

Apesar de ter confirmado que pagou 130 mil dólares a Stephanie Gregory Clifford, nome de baptismo de Daniels, Cohen sublinhou no mês passado que o Presidente "nega veementemente" qualquer envolvimento romântico com a atriz porno.

No processo aberto na terça-feira num tribunal de primeira instância de Los Angeles, na Califórnia, é referido que o então candidato republicano à presidência não assinou o acordo em questão, o que faz com que esse acordo seja "legalmente nulo e inconsequente". Na documentação judicial, os advogados de Daniels referem ainda: "Para que fique claro, as tentativas de intimidação de Clifford para a calar e para proteger o sr. Trump continuam até hoje sem interrupções".