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Internacional

Coreia do Norte disposta a abandonar armamento nuclear

KCNA

Comunicado do Presidente da Coreia do Sul afirma que o país vizinho “declarou claramente a sua vontade de desnuclearização” em troca de garantias de segurança por parte dos Estados Unidos. Informação ainda não foi confirmada oficialmente por Kim Jong-un

O primeiro encontro, em dez anos, entre Kim Jong-un e a delegação sul-coreana parece ter dados os seus frutos. Kim Jong-un terá informado a delegação sul-coreana que a Coreia do Norte está disposta a discutir com os Estados Unidos a possibilidade de abandonar todo o seu armamento nuclear, assim como a suspender os seus testes nucleares durante o processo de negociação. A informação é avançada pelo "New York Times", que cita fontes oficiais da Coreia do Sul.

“A Coreia do Norte declarou claramente a sua vontade de desnuclearização”, refere um comunicado do Presidente sul-coreano Moon Jae-In. “Ficou claro que não há motivos para continuarem a possuir armamento nuclear se a ameaça militar ao Norte for eliminada e a sua segurança garantida.”

Mais ainda, naquela que é considerada uma visita histórica da delegação sul-coreana a Pyongyang, a primeira deste tipo em dez anos, e na qual se agendou uma cimeira para finais de abril entre Kim Jong-un e Moon Jae-In, na fronteira entre os dois países, refere também o comunicado.

Estas declarações ainda não foram oficialmente confirmadas pela Coreia do Norte mas, caso venham a ser, será a primeira vez que o país expressa vontade de proceder à desnuclearização em troca de garantias de segurança por parte dos Estados Unidos, durante a liderança de Kim Jong-un.

Coreia do Norte tem “vontade firme de avançar” nas relações com o Sul

Durante o encontro de dois dias da delegação sul-coreana em Pyongyang, o líder da Coreia do Norte afirmou ter uma “vontade firme de avançar vigorosamente” nas relações com a Coreia do Sul e conseguir alcançar, numa última fase, a reunificação dos dois países. A informação foi avançada pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), a agência oficial da Coreia do Norte, citada pela Reuters.

A delegação sul-coreana, composta por dez membros do Governo e liderada pelo chefe do gabinete de Segurança Nacional, ChungEui-yong, deslocou-se a Pyongyang na segunda-feira para se reunir com Kim Jong-un, a sua irmã Kim Yo Jong e a mulher do líder norte-coreano. O regresso da delegação está previsto para esta terça-feira.

No encontro procurou-se encorajar o diálogo entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, nomeadamente no que diz respeito à tensão que tem pairado entre os dois países especialmente nos últimos meses, mas também tentar aliviar tensões militares entre as duas Coreias através do diálogo e da cooperação.

A aproximação entre os dois países tem sido acompanhada com atenção nos últimos meses. No início deste ano, o Presidente sul-coreano Moon Jae-In anunciava a vinda de uma delegação da Coreia do Norte ao país, como motivo dos Jogos Olímpicos de Inverno, e que contou com a presença de Kim Yo Jong.

  • Trump saúda “possíveis progressos” na Coreia do Norte

    Depois da Coreia do Sul anunciar que Pyongyang aceitou suspender os ensaios nucleares e balísticos se houver conversações com os Estados Unidos, o Presidente norte-americano reagiu via Twitter: “O mundo observa e espera! Pode ser uma falsa esperança, mas os EUA estão dispostos a avançar em qualquer das direções”