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Conselheiro económico de Trump demite-se

Drew Angerer/ Getty Images

É mais uma saída da Casa Branca. O conselheiro económico de Donald Trump demitiu-se esta terça-feira

Soraia Pires

Soraia Pires

Jornalista

Gary Cohn, o principal conselheiro económico do presidente norte-americano e diretor do Conselho Económico Nacional, demitiu-se da Casa Branca esta terça-feira. A notícia foi avançada pelo “The New York Times”, que avança que Gary deverá sair durante as próximas semanas. A saída de Cohn acontece uma semana depois de a diretora de comunicação da Casa Branca, Hope Hicks, também se ter demitido.

Fontes oficiais da Casa Branca, citadas pelo jornal norte-americano, insistem que não existe nenhuma razão específica para a partida de Cohn, mas o anúncio da sua saída chegou depois de a Administração de Trump ter anunciado que pretende aplicar tarifas às importações de aço e alumínio - decisão fortemente criticada por Cohn.

Gary Cohn tentou convencer Trump a não avançar com estas medidas, argumentando que iriam ser prejudiciais para a economia dos Estados Unidos, mas o Presidente norte-americano decidiu levar estas taxas avante, apesar das objeções.

“Gary tem sido um grande conselheiro económico e fez um trabalho soberbo a gerir a nossa agenda, ajudando a aplicar impostos históricos e reformas para libertar, uma vez mais, a economia norte-americana”, escreveu Donald Trump num comunicado enviado ao “The New York Times”. “Ele é um talento raro, agradeço-lhe pelo serviço sempre dedicado que prestou ao povo norte-americano”, acrescentou.

Em comunicado, Cohn disse que foi uma honra servir o seu país e um gosto trabalhar em políticas económicas que beneficiaram em muito os norte-americanos. O responsável destacou a reforma fiscal realizada naquele país. Os oficiais da Casa Branca garantem que o conselheiro económico sai da Casa Branca em termos “cordiais” com o presidente e que ambos tinham planeado continuar a debater políticas económicas mesmo depois da sua partida.

Cohn saiu da Goldman Sachs em 2017 para assessorar Trump na sua agenda económica.