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UE não comenta resultados das eleições em Itália, mas pede Governo estável

Alexander Pohl / Getty Images

“Entendemos que os resultados oficiais não serão anunciados até ao final desta tarde. Confiamos na capacidade do presidente [Sergio] Mattarella para facilitar a formação de um Governo estável em Itália”, disse o porta-voz chefe da Comissão Europeia

A Comissão Europeia escusou-se esta segunda-feira a comentar o resultado das eleições legislativas italianas, por ainda não haver resultados oficiais, limitando-se a pedir um Governo estável.

"Entendemos que os resultados oficiais não serão anunciados até ao final desta tarde. Confiamos na capacidade do Presidente [Sergio] Mattarella para facilitar a formação de um Governo estável em Itália", disse o porta-voz chefe da Comissão Europeia, na conferência de imprensa diária da instituição.

Margatis Schinas recordou que, até que seja formado um novo executivo, Itália tem um Governo em fundações, liderado pelo primeiro-ministro Paolo Gentiloni, com quem a Comissão Europeia trabalha "estreitamente".

"Não vou fazer declarações sobre resultados que ainda não são definitivos", reiterou, perante a insistência da imprensa.

O porta-voz rejeitou ainda comentar as declarações do candidato da Liga, Matteo Salvini, que agradeceu ironicamente ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. "Quanto mais falava, mais votos conquistava", considerou Salvini.

"Não comentarei comentários", respondeu, quando questionado sobre se a Comissão se arrepende de algum erro na campanha italiana.

Segundo os resultados parciais das eleições legislativas, quando estão contados dois terços dos boletins, a coligação formada pela Força Itália, de Silvio Berlusconi, a Liga e o pequeno partido Irmãos de Itália obteve cerca de 37% dos votos.

Na coligação, é a Liga, de Matteo Salvini, formação eurocética e anti-imigração, aliada de Marine Le Pen (do partido de extrema-direita francês Frente Nacional) na Europa, que ocupa a liderança da corrida eleitoral.

A Liga passou de 5% dos votos nas eleições de há cinco anos para quase 18% no domingo, enquanto a Força Itália terá reunido 14%.