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Polícia turca detém quatro suspeitos por ameaça a embaixada norte-americana na Turquia

Polícia turca revista mulher nas imediações da embaixada norte-americana em Ancara, capital da Turquia.

UMIT BEKTAS/REUTERS

Os quatro detidos, de nacionalidade iraquiana, são suspeitos de estarem por trás da ameaça de ataque à embaixada dos Estados Unidos na capital da Turquia, Ancara, que levou ao encerramento temporário do edifício

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

A polícia turca deteve esta segunda-feira quatro membros do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) suspeitos de estarem por trás da ameaça de ataque à embaixada dos Estados Unidos, na capital da Turquia, Ancara.

Segundo a agência estatal turca, Anadolu, os suspeitos são de nacionalidade iraquiana. Dois deles foram detidos num autocarro que fazia a ligação entre a cidade costeira de Samsun, no norte do país, e Ancara.

Foi no domingo que a embaixada norte-americana em Ancara anunciou que ia estar encerrada no dia seguinte, segunda-feira, devido a uma “ameaça de segurança” não especificada. No seu site, a embaixada limitou-se a divulgar uma mensagem em que alertava os cidadãos americanos para evitar “grandes multidões” e aproximar-se da embaixada, bem como para se manterem “discretos”. Só os serviços considerados “urgentes” mantêm-se em funcionamento, o que “não inclui a renovação de passsaportes, registos de nascimento ou serviços de notariado”. Foi reforçada a segurança no exterior do edifício - que não se sabe quando reabrirá - com a polícia a revistar várias pessoas antes de permitir o acesso à rua.

Na manhã desta segunda-feira, a polícia turca já tinha anunciado ter detido 12 pessoas suspeitas de ligações a um “grupo armado”. Segundo a Anadolu, os detidos são de nacionalidade estrangeira e sobre eles recaem suspeitas de terem recrutado novos membros para o grupo armado a que alegadamente pertencem. A polícia estará à procura de outras oito pessoas.

Citado pela “Al-Jazeera”, o vice-primeiro-ministro turco, Bekir Bozdag, afirmou também esta segunda-feira que as autoridades turcas detiveram, desde 2011, 4.043 extremistas islâmicos, dos quais 2.000 eram “terroristas de nacionalidade estrangeira”.

Já em 2013, a embaixada norte-americana na Turquia foi alvo de um atentado suicida que resultou na morte de um guarda turco. O ataque foi, na altura, reivindicado pelo partido da extrema-esquerda Frente Revolucionária de Libertação Popular (DHKP-C, na sigla em turco).