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Internacional

Matteo Renzi apresenta demissão em Itália

FLAVIO LO SCALZO

Decisão foi anunciada esta segunda-feira pela agência de notícia Ansa e pela cadeia televisiva RAI, depois de serem conhecidos os maus resultados eleitorais do Partido Democrático de Itália

Matteo Renzi, chefe do Partido Democrático de Itália, vai apresentar esta segunda-feira a sua demissão, avança a agência de notícias italiana Ansa e a cadeia televisiva RAI. O ex-primeiro-ministro dará uma conferência de imprensa esta tarde, onde se espera que torne oficial a saída.

A decisão foi tomada na sequência dos resultados eleitorais obtidos pelo partido este domingo e que resultaram numa perda significativa do apoio popular.

O político toscano, de 43 anos, é considerado o grande derrotado nestas legislativas, depois de o seu partido (que governou a Itália nos últimos cinco anos, com o apoio o centro) ter conseguido apenas 23% dos votos - há três anos, nas europeias, quase alcançou 40%.

Mas a sua longa descida para se tornar o político “menos amado” de Itália, como foi apelidado em finais de janeiro, começou em dezembro de 2016, quando a reforma constitucional que defendia foi rejeitada, após a relização de um referendo.

Num gesto que de alguma forma podia ser lido como a antecipação da sua saída, Renzi não esteve presente na sede PD na noite eleitoral. Delegou no ministro da Agricultura o reconhecimento da derrota. Uma “derrota muito evidente, muito clara”, para usar as palavras de Maurizio Martina.

Como escrevem os meios de comunicação italianos esta manhã, a fratura da esquerda abre uma nova etapa de incerteza no país, sem que nenhuma força partidária tenha obtido a maioria necessária para formar Governo.