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Eleições em Itália. Candidado da Liga reivindica “o direito e o dever de governar”

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Matteo Salvini, candidato do partido de extrema-direita, afirma que os resultados das eleições indicam que a coligação de direita que integra com outros partidos, entre eles o Forza Itália de Berlusconi, vai liderar o próximo Governo e que o seu partido deve presidir o executivo

O candidato da Liga (extrema-direita) nas eleições de Itália, Matteo Salvini, afirmou esta segunda-feira que a coligação de direita que partilha com outros partidos tem "o direito e o dever de governar" e reivindicou a direção do executivo.

Salvini disse que os resultados indicam que a coligação de direita vai liderar o próximo Governo e que o seu partido deve presidir o executivo, após ultrapassar o seu parceiro de coligação Forza Italia, de Silvio Berlusconi, nas eleições de domingo.

"A equipa que deve governar é a de centro-direita. Mantenho a minha palavra e o meu compromisso, que é com a coligação de centro-direita, que ganhou e pode governar", disse em conferência de imprensa.

Salvini disse também não estar interessado no que apelidou de "coligações estranhas", nomeadamente uma eventual parceria com o populista Movimento 5 Estrelas (M5S), o partido mais votado, com mais de 32% dos votos.

Segundo os resultados parciais das eleições legislativas, quando estão contados dois terços dos boletins, a coligação formada pela Força Itália, de Silvio Berlusconi, a Liga e o pequeno partido Irmãos de Itália obteve cerca de 37% dos votos.

Na coligação, é a Liga, de Matteo Salvini, formação eurocética e anti-imigração, aliada de Marine Le Pen (do partido de extrema-direita francês Frente Nacional) na Europa, que ocupa a liderança da corrida eleitoral.

A Liga passou de 5% dos votos nas eleições de há cinco anos para quase 18% no domingo, enquanto a Força Itália terá reunido 14%.