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Expresso

Internacional

Seul vai enviar representante de alto nível a Pyongyang antes de cimeira intercoreana

Moon crê que a reaproximação intercoreana pode ajudar a aproximar Pyongyang de Washington depois de um ano de crescentes tensões e ameaças

Pool

Ainda não há data para este encontro nem para a cimeira entre Moon Jae-in e Kim Jong-un sugerida pela irmã do líder norte-coreano na sua deslocação aos Olímpicos de Inverno no mês passado

A Coreia do Sul vai enviar um representante de alto nível à Coreia do Norte para dar continuidade à aproximação entre os dois países, embora ainda não haja uma data definida para esse encontro, adiantou esta sexta-feira fonte da presidência sul-coreana.

A visita deste representante, cuja identidade não foi ainda divulgada, “dará reciprocidade à visita da enviada especial da Coreia do Norte, Kim Yo-jong”, irmã do líder norte-coreano, Kim Jong-un, durante os Jogos Olímpicos de Inverno, realizados em fevereiro na cidade sul-coreana de PyeongChang.

O Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, informou ontem o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, da missão que o seu executivo vai enviar ao seu vizinho a norte.

A viagem do delegado sul-coreano a Pyongyang “servirá para confirmar detalhes tratados durante a visita à Coreia do Sul de uma delegação norte-coreana de alto nível”, explicou Moon a Trump.

Na sua deslocação ao Sul, Kim Yo-jong transmitiu a Moon um convite para viajar até à capital norte-coreana para participar na primeira cimeira intercoreana em mais de uma década.

Outra delegação de alto nível do Norte visitou na semana passada a Coreia do Sul para o encerramento dos Jogos e assegurou ao Presidente sul-coreano que Pyongyang está disponível para dialogar com os Estados Unidos, cuja administração tem insistido que a Coreia do Norte deve mostrar um compromisso firme com a desnuclearização antes de iniciar conversações.

Moon está convencido de que a atual aproximação entre as duas Coreias, tecnicamente ainda em guerra desde 1953, pode servir para que Washington e Pyongyang se sentem a discutir a paz, após um 2017 marcado por sucessivos testes nucleares e de mísseis do regime norte-coreano e por trocas de ameaças entre Kim e Trump.