Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Produtora de Weinstein escapa à bancarrota após acordo com investidores

Harvey Weinstein (esq) e o irmão, Rob, fundaram a empresa de produção Weinstein Company em 2005, após dupla deixar os estúdios Miramax que cofundaram em 1979

J.Emilio Flores

Irmãos Weinstein tinham anunciado falência iminente no início da semana mas conseguiram evitá-la graças a um acordo de venda a um grupo de investidores chefiado por uma mulher

A empresa cofundada pelo produtor norte-americano Harvey Weinstein chegou a um acordo de venda com um grupo de investidores chefiado por Maria Contreras-Sweet, evitando abrir falência.

“Demos um passo importante e chegámos a um acordo para comprar ativos da The Weinstein Company, com o objetivo de lançar uma nova empresa, com uma nova direção e uma nova visão”, disse em comunicado a responsável, que terá desembolsado 500 milhões de dólares (cerca de 407 milhões de euros) para adquirir os bens da produtora.

O acordo foi alcançado após intensas negociações, nas quais participou a procuradoria-geral do estado de Nova Iorque, que no passado dia 11 de fevereiro apresentou uma queixa de direitos civis contra a empresa e especificamente contra os seus fundadores, os irmãos Harvey e Robert Weinstein, pelo ambiente abusivo em que funcionavam.

Harvey Weinstein foi afastado da empresa em outubro passado no seguimento de várias denúncias públicas de assédio e abuso sexual por dezenas de mulheres no meio cinematográfico.

Segundo a imprensa, em discussão estava um acordo de 500 milhões de dólares e a Justiça exigia a criação de um fundo de 40 milhões de dólares para a empresa compensar as mulheres que terão sido vítimas dos avanços de Harvey Weinstein.

A empresa tinha anunciado no início desta semana que iria declarar falência após falhadas as negociações com este grupo de investimento, mas na quinta-feira a procuradoria voltou a sentar-se com as partes numa nova tentativa de evitar a bancarrota e proteger os empregados e as supostas vítimas.

Os irmãos Bob e Harvey Weinstein, que em 1979 fundaram os estúdios Miramax, produziram dezenas de filmes e séries de ficção e entertenimento premiadas. Entre os seus maiores sucesso de bilheteira contam-se "Sacanas sem lei" (2009) e "Django libertado" (2012), ambos de Quentin Tarantino, "O discurso do rei" (2010), de Tom Hooper, "Guia para um final feliz" (2012), de David O. Russell, e "O mordomo" (2013), de Lee Daniels.