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Internacional

Conselho de Direitos Humanos da ONU marca debate urgente sobre Ghouta Oriental

Vários sírios apelam ao fim do cerco imposto pelo Exército sírio no leste de Ghouta, um subúrbio de Damasco, capital da Síria

ABDULMONAM EASSA/GETTY IMAGES

No debate em Genebra, será discutido esta sexta-feira um projeto de resolução apresentado pela delegação britânica, exigindo a aplicação do cessar-fogo de 30 dias, e que será submetido a votação dos 47 países atualmente representados no Conselho

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas vai organizar esta sexta-feira um "debate urgente" sobre a situação humanitária em Ghouta Oriental, na Síria, a pedido do Reino Unido, anunciou um porta-voz.

O debate começará às 15h locais (14h em Lisboa) no Palácio das Nações, em Genebra, precisou o porta-voz, Rolando Gomez.

Durante o debate será discutido um projeto de resolução apresentado pela delegação britânica e que será submetido a votação dos 47 países atualmente representados no Conselho.

O documento exige a aplicação da resolução votada no sábado pelo Conselho de Segurança da ONU, que prevê um cessar-fogo de 30 dias na região do enclave rebelde de Ghouta Oriental, próxima de Damasco.

Esta trégua não tem sido cumprida, mas a Rússia, aliada do regime sírio, decretou unilateralmente uma pausa diária de cinco horas nos combates, que ainda não permitiu a entrega de ajuda humanitária nem a retirada de doentes e civis.

As forças leais ao regime de Damasco e os rebeldes que controlam o enclave acusam-se mutuamente de violar a trégua.

O projeto de resolução britânico pede ao Conselho dos Direitos Humanos que a comissão de inquérito internacional independente sobre a Síria "instaure urgentemente um inquérito completo e independente sobre os acontecimentos recentes em Ghouta Oriental".

A região tem sido alvo de ataques da aviação síria e russa, bem como da artilharia governamental, desde 18 de fevereiro, que causaram a morte a pelo menos 617 pessoas, incluindo 149 crianças e 90 mulheres, de acordo com o Observatório.

O enclave rebelde de Ghouta Oriental está desde 2013 sob um cerco das forças leais ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, e os cerca de 400 mil habitantes são vítimas diariamente, além dos bombardeamentos, de falta de alimentos e de medicamentos.

Desencadeado a 15 de março de 2011 na sequência da repressão de manifestações pacíficas pró-democracia, o conflito na Síria, que se estende a outras regiões, já causou mais de 340.000 mortos, bem como milhões de deslocados e refugiados.