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Telemóvel novo, a cerimónia do costume. Nasceu o S9

Alberto Estevez

Reportagem no evento mais esperado do dia no Mobile Congress World, em Barcelona. A Samsung apresentou ao público a nova versão do Galaxy, o S9, grande rival do iPhone X. Chega às lojas a 16 de março

“You go DJ” (Vai DJ), ouviu-se a dada altura gritar no auditório principal da Fira Montjuic em Barcelona. Estariam a enganar-se na interpretação da famosa música dos The Smiths, “Panic at the Disco”? Neste caso não, estavam só a incentivar o CEO da Samsung Electronics, DJ Koh,a dar o pontapé de saída na apresentação do telemóvel de que todos falavam por estes corredores do Mobile Congress World, o Galaxy S9.

Enquanto na apropriadamente chamada Praça de Espanha, mesmo à porta do evento, algumas dezenas de manifestantes gritavam palavras de ordem em defesa da nação espanhola, uma enorme fila de jornalistas (aparentemente mais do que fãs no sentido estrito da palavra) esperava para entrar no espaço. Tudo para conhecer, em primeira mão, as novidades do produto estrela da empresa sul-coreana e principal rival do iPhone X.

No interior, meio escurecido, o aparato do enorme palco central aberto em quadrado e coberto por quatro ecrãs gigantes centrava atenções, enquanto as conversas giravam à volta de que surpresas (se é que algumas) poderíamos esperar. À hora marcada, 18h00 locais, DJ Koh lançou o mote para quem o ouvia e instou-os a “fazerem o que não conseguem.” Lema a apelar à inovação que antecedeu o primeiro olhar sobre as capacidades do novo telemóvel.

Mesmo com as fugas de informação que marcaram as semanas anteriores, a Samsung tentou surpreender. E conseguiu, a espaços, perante aplausos mais tímidos no início que foram crescendo com o passar da hora. Se já era sabido que a câmara ia ser um dos principais destaques do novo aparelho (visto que, esteticamente, as semelhanças com a geração anterior são muitas), a grande inovação está no modelo mais avançado, o S9+. Este smartphone foi construído com uma câmara de dupla abertura, que funciona quase como o olho humano: em que a íris e as pupilas se adaptam à luminosidade. Em teoria, as fotos no escuro ficam muito mais nítidas.

DJ Koh, o homem-forte da Samsung, apresenta as novas estrelas da companhia sul-coreana

DJ Koh, o homem-forte da Samsung, apresenta as novas estrelas da companhia sul-coreana

Alberto Estevez

Uma maior abertura de lentes que a coloca como a maior de sempre em telemóveis, numa câmara que permite também gravar vídeo em “super-câmara lenta” (com uma definição superior), funcionalidade incluída em todos os modelos. Que também trazem novos funcionalidades de reconhecimento facial e ocular, assim como um sensor de impressões digitais nas traseiras do aparelho.

Entre as novidades que recolheram mais atenção, destaque para a possibilidade de, com recurso a uma selfie nossa criar um emoji personalizado em tempo real que pode ser utilizado para interagir de diferentes formas em cenários virtuais, naquela com potencial de ser uma aposta de futuro de várias marcas.

Componentes apresentadas com exemplos práticos de uso de câmara e funcionalidades que foram deixando uma imagem mais viva junto do público. Algo para que também terá contribuído a opção de utilizar as capacidades de realidade aumentada dos telemóveis de todos os presentes para transformar a credencial num modelo digital dos novos S9. E se o modelo virtual já permitiu ter uma ideia, o lançamento não ficou por aí. Estamos seguramente na era digital, mas não há nada como pegar no aparelho com as próprias mãos, como pensou a Samsung ao encerrar precisamente com a possibilidade de experimentar o novo aparelho.

O S9 e o S9+ têm como preço base, respetivamente, €869 e €969.90 e chegam às lojas a 16 de março, com as pré-vendas a iniciarem-se hoje.

O Expresso viajou para Barcelona a convite da Samsung