Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Presidente sul-africano anuncia demissão com “efeito imediato”

Getty

Jacob Zuma pediu a sua demissão esta quarta-feira. O Congresso Nacional Africano (ANC) já emitiu um comunicado que diz que a resignação de Zuma traz “confiança ao país” para melhorar

Soraia Pires

Soraia Pires

Jornalista

O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou esta quarta-feira à noite a sua demissão com “efeito imediato” do cargo. Segundo a agência Reuters, deu ordens ao Congresso Nacional Africano (ANC) para colocar “um fim” ao escândalo” que os sul-africanos vivem nos últimos dias, defendendo que não podem existir vidas perdidas em seu nome.

Numa declaração televisiva feita ao país, Zuma afirmou ter sido um membro “disciplinado” do ANC, a quem dedicou a sua vida. “Não temo uma moção de censura ou impugnação. Vou continuar a servir os sul-africanos e o partido. Vou dedicar a minha vida ao trabalho contínuo das políticas da nossa organização”, acrescentou.

Esta quarta-feira, o partido tinha anunciado que apresentaria uma moção de censura no Parlamento marcada para o dia 22 se, até lá, Zuma não se demitisse. O ANC já emitiu, entretanto, um comunicado que diz que a resignação do chefe de Estado traz “confiança ao país” para melhorar.

O poder do antigo chefe de Estado tinha vindo a diminuir desde que Ramaphosa lhe sucedeu, em dezembro, na liderança do ANC. Com a resignação de Zuma, o líder do partido fica agora bem posicionado para se tornar chefe de Estado naquele país até às eleições do próximo ano. Zuma disse discordar com a forma como o ANC o “humilhou” e levou a uma saída antecipada depois da eleição de Ramaphosa como líder daquele partido.

Líder do ANC desde 2007 e Presidente sul-africano desde 2009, Zuma é suspeito de uma lista de crimes que incluem casos de corrupção relacionados com a compra de equipamento militar na década de 90, negócios de que Zuma pode ser beneficiado diretamente.

A crise política que nos últimos dias se tem sentido no país levou a que vários sul-africanos ficassem impacientes com o procedimento com que o ANC estava a querer resolver a situação.