Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Marcelo assinala “convergência com a Europa” no crescimento da economia em 2017

José Caria

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “é um crescimento histórico”, não só por ser “o mais elevado neste século”, mas também porque “representa uma convergência com a Europa”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou esta quarta-feira que o crescimento económico de 2,7% em 2017, o ritmo de crescimento anual mais elevado desde 2000, representa “uma convergência com a Europa”.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “é um crescimento histórico”, não só por ser “o mais elevado neste século”, mas também porque “representa uma convergência com a Europa”, já que se ultrapassou “a média europeia”.

“É muito motivador para os portugueses”, disse o chefe de Estado, que falava aos jornalistas na Universidade Nova de Lisboa, após a atribuição do título Doutor honoris causa ao sul-africano Albie Sachs, ativista dos direitos humanos, que dedicou a vida a lutar contra o “apartheid” e pela democracia e liberdade.

Considerando que “é uma ótima notícia” o registo provisório de 2017 de crescimento económico em Portugal divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Presidente da República realçou que Portugal tem de manter a aceleração da economia acima da União Europeia.

“Temos de fazer por isso, porque é um crescimento que se baseia menos no consumo interno do que no investimento e nas exportações”, sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa reiterou ainda que Portugal tem de “colocar o acento tónico nas exportações e no investimento”.

“Aparentemente, aquilo que temos visto neste primeiro mês e meio mostra que o turismo parece estar ao nível do que se passou no ano anterior, vamos ver se isso acontece no domínio das exportações, que cresceram imenso no ano passado”, declarou.

A economia portuguesa cresceu 2,7% no conjunto de 2017, o ritmo de crescimento anual mais elevado desde 2000 e mais 1,2 pontos percentuais do que no ano anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a estimativa rápida divulgada, a aceleração do crescimento no ano passado - recorde-se que a economia portuguesa tinha crescido 1,5% no conjunto de 2016 - resultou do “aumento do contributo da procura interna, refletindo principalmente a aceleração do investimento, uma vez que a procura externa líquida apresentou um contributo idêntico ao registado em 2016”.

Este é também o ritmo de crescimento mais elevado desde 2000, sendo que nesse ano a economia subiu 3,8% e desde então que, quando cresceu, foi sempre a ritmos inferiores a 2,7%.