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Martin Schulz renuncia à chefia dos Negócios Estrangeiros no futuro governo alemão

ALEXANDER BECHER / EPA

Depois de ter afirmado que não faria parte de mais nenhuma governo chefiado por Angela Merkel, o líder do SPD aceitou chefiar a diplomacia no futuro governo alemão. Por pouco tempo, hoje cedeu às pressões internas e renunciou ao cargo

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Após ter afirmado no dia a seguir às eleições de 24 de setembro do ano passado, que nunca mais entraria num governo chefiado por Angela Merkel, o ainda líder dos sociais-democratas alemães, Martin Schulz, tinha sido apontado e tinha aceite chefiar os Negócios Estrangeiros, na sequência do tratado de coligação que foi fechado na quarta-feira.

Depois de forte pressão das fileiras internas do SPD, Martin Schulz anunciou ao final da manhã desta sexta-feira que renunciava a liderar qualquer ministério do próximo governo.

"Renuncio à entrada no governo federal e espero que com isso terminem os debates pessoais no seio do SPD. Todos fazemos política para as pessoas neste país. Disso faz parte deixar as minhas ambições pessoais atrás dos interesses do partido", lê-se no tweet que publicou na sua conta de Twitter.

Nas lutas internas do SPD contou muito a pressão exercida por Sigmar Gabriel, ministro dos Negócios Estrangeiros em funções e, como agora sublinham os media alemães, "ex-amigo" de Martin Schulz.

A política social-democrata que vai substituir Schulz na liderança dos sociais-democratas, Andrea Nahles, saudou a sua decisão sublinhando ter este ganho o seu "respeito e reconhecimento".