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Catalunha. Puigdemont terá reconhecido fim do processo independentista

Getty

Em mensagens enviadas por telemóvel a um correligionário e divulgadas esta quarta-feira pela televisão espanhola Telecinco, o ex-presidente da Catalunha admite que se possam estar a viver “os últimos dias da Catalunha republicana”, e adianta que dedicará o resto da sua vida a proteger a sua “reputação”

O ex-presidente da Catalunha Carles Puigdemont terá reconhecido o fim do processo independentista em mensagens por telemóvel (SMS) enviadas a um correligionário e divulgadas esta quarta-feira pela televisão espanhola Telecinco, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

De acordo com a Telecinco, Puigdemont enviou as mensagens ao deputado da Esquerda Republicana da Catalunha Toni Comín, que também fugiu para a Bélgica, pouco depois de o presidente do parlamento da Catalunha, Roger Torrent, ter adiado na terça-feira a sessão plenária da assembleia que ia investir Puigdemont como presidente do executivo catalão.

"Suponho ser claro para ti que isto terminou. Os nossos sacrificaram-nos, pelo menos a mim. Vocês serão conselheiros (espero e desejo), mas eu fui sacrificado", terá escrito Puigdemont numa das mensagens.

O líder do Juntos pela Catalunha afirmou na terça-feira, numa mensagem nas redes sociais, que "lamentavelmente" Torrent decidiu adiar o plenário de investidura.

Depois de permanecer em silêncio ao longo do dia, Puigdemont divulgou aquela mensagem, na qual garante que "respeita" a decisão de Roger Torrent, mas adverte que não existe "nenhum outro candidato possível".

Nas mensagens divulgadas pela Telecinco, no entanto, admitia que se possam estar a viver "os últimos dias da Catalunha republicana", adiantando que dedicará o resto da sua vida a proteger a sua "reputação", prejudicada por "calúnias, rumores" que aguentou "por um objetivo comum".

Puigdemont faz ainda referência, nas mensagens a Comín, à situação dos políticos catalães detidos e ao "triunfo" do "plano de Moncloa (sede do governo espanhol)" contra o movimento de independência da Catalunha.

A investidura do líder independentista foi adiada até que o Tribunal Constitucional espanhol responda ao recurso apresentado pelo parlamento regional à medida cautelar, que impede a investidura à distância de Puigdemont, refugiado na Bélgica e com um mandado de busca e captura em Espanha por suspeitas de ter cometido delitos de rebelião, sedição e peculato.