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Internacional

Separatistas do Iémen atacam palácio presidencial em Aden

FAWAZ SALMAN

O primeiro-ministro do Iémen pode estar a prepara-se para abandonar o país depois de o palácio presidencial ter sido cercado por forças separatistas na cidade portuária de Aden, de acordo com fontes contactadas pela Associated Press.

O primeiro-ministro do Iémen pode estar a prepara-se para abandonar o país depois de o palácio presidencial ter sido cercado por forças separatistas na cidade portuária de Aden, de acordo com fontes contactadas pela Associated Press.
Fontes oficiais, que não foram identificadas, disseram à Associated Press que o primeiro-ministro pode vir a sair do país com destino à Arábia Saudita depois de se terem registado fortes combates durante a noite de hoje em Aden, no sul do país.
De acordo com as mesmas fontes, os combatentes leais ao Conselho Sulista conseguiram alcançar os portões do palácio de Maashiq, distrito de Crater, em Aden, forçando as tropas do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi a abandonarem posições.
Mesmo assim, as forças sauditas, que apoiam o presidente do Iémen impediram os separatistas de entrar nas instalações oficiais.
As fontes contactadas pela AP não coincidem sobre a eventual retirada de vários membros do governo do Iémen em direção a Riade.
No palácio têm estado concentrados os membros do executivo sendo que os combates intensificaram-se no domingo, altura em que expirou o prazo do ultimato decretado pelos separatistas que exigem a demissão do executivo.
Nos combates de domingo morreram pelo menos 36 pessoas e 185 pessoas ficaram feridas em Aden, segundo a Cruz Vermelha Internacional.
Nas últimas horas, segundo a Associated Press, pelo menos 12 soldados do Iémen morreram durante um ataque de radicais islâmicos no sul do país.

Pelo menos 36 mortos e 185 feridos

O número de mortos nos combates entre as forças separatistas e governamentais na vila portuária de Áden, no sul do Iémen, fez pelo 36 mortos e 185 feridos em dois dias, informou hoje a Cruz Vermelha.
"Os confrontos provocaram 36 mortos e 185 feridos", anunciou o Comité Internacional da Cruz Vermelha na sua conta no Twitter.
Um balanço anterior, feito por fontes de segurança, dava conta de 24 mortos, entre civis e combatentes.
Os confrontos, que se registam desde domingo, opõem forças leais ao presidente do Iémen, Abd Rabbo Mansur Hadi, e separatistas do sul, até agora aliados no combate aos rebeldes xiitas Huthi.
Os combates abriram também uma brecha na coligação internacional árabe que intervém militarmente no país desde 2015, uma vez que os Emirados Árabes Unidos, um dos aliados-chave da Arábia Saudita na coligação, apoiam e deram treino a separatistas.
Na segunda-feira, Mansur Hadi, citado pela Associated Press, pediu o fim dos confrontos, afirmando que "a insurreição e as armas não levam à paz nem à construção de um Estado".
De acordo com fontes de segurança, na segunda-feira à noite os combates intensificaram-se e as forças separatistas estavam a menos de um quilómetro do palácio presidencial.
Áden é a sede provisória do Governo reconhecido internacionalmente.
O Iémen do Sul era um Estado independente até à sua união com o Norte, em 1990.
O conflito no Iémen começou em 2014 com a tomada da capital, Sanaa, pelos rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão. Em março de 2015, uma coligação árabe liderada pela Arábia Saudita lançou uma intervenção militar para apoiar o governo.
Além das forças governamentais, dos separatistas do sul e dos rebeldes Huthi, estão presentes no Iémen grupos armados como a Al-Qaida na Península Arábica (AQPA) e o Estado Islâmico.
Segundo a ONU, a guerra no Iémen já fez cerca de 10.000 mortos e 53.000 feridos e causou a pior crise humanitária dos últimos anos.