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Republicanos querem que documento que alegadamente compromete FBI seja divulgado

reuters

Agora, a administração Trump tem cinco dias para rever o documento e decidir se é divulgado

Apesar das objeções feitas pelo Departamento da Justiça norte-americano, os republicanos e o Comité dos Serviços de Inteligência da Câmara dos Representantes votaram esta segunda-feira para que os documentos que alegam que o FBI cometeu erros enquanto investigava pessoas que trabalhavam com Donald Trump ao longo da campanha presidencial de 2016 seja divulgado. Agora, a administração Trump tem cinco dias para rever o documento e decidir se é divulgado.

Depois da votação terminar, o representante dos EUA, Adam B. Schiff, afirmou que os republicanos votaram “para politizar o processo” em causa. “Infelizmente, esperamos que o Presidente dos EUA não vá colocar o interesse nacional acima do interesse dele”, acrescentou.

A Casa Branca já tinha manifestado a intenção de tornar o relatório público e, de acordo com o jornal norte-americano “New York Times”, o documento foi levado para a Casa Branca para ser revisto por advogados.

O documento, que se estende por três páginas e meia e cujo autor é o lusodescendente Devin Nunes, alega que os oficiais do Departamento da Justiça e do FBI abusaram do poder sob o Ato de Vigilância de Inteligência Internacional e que confiaram em fontes “questionáveis” e “politicamente motivadas” para investigarem as interferências russas nas eleições presidenciais de 2016. Os republicanos defendem que estas investigações estão assentes sob falsos pretextos.

Este relatório gerou alguma controvérsia dentro do Congresso norte-americano. Os republicanos disseram que a divulgação dos documentos pode iluminar as potenciais predisposições que podem ter distorcido as investigações russas. Já os democratas afirmam que o mesmo descaracteriza as tentativas de criar uma narrativa que mostre que a investigação foi tendenciosa desde o início. Além disso, os democratas alegam que o mesmo é uma tentativa de desviar a atenção da prova dada por Robert Mueller sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais.

Donald Trump já tinha afirmado que não era “fã” das investigações russas, dizendo que as mesmas se tratam de uma “caça às bruxas”.

O “New York Times” afirma que este relatório revela também que o procurador Rod Rosenstein assinou um documento para estender o tempo de vigilância a Page. O mesmo aponta que o Departamento da Justiça tinha razões para acreditar que Page atuava como um agente russo.