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Grammys. Hillary Clinton apareceu...e leu “Fire and Fury” em sketch humorístico

Não só de música se fez a noite dos Grammys. Houve espaço, como tem vindo a ser habitual nas cerimónias de entrega de prémios nos Estados Unidos, para a política e para o humor – e este 'sketch' de Hillary Clinton a ler “Fire and Fury”, o livro polémico sobre a presidência de Trump, é um exemplo perfeito

Snopp Dogg, Cher, Cardi B, John Legend, Dj Khaled e...Hillary Clinton. A antiga candidata presidencial juntou-se a estes artistas para uma leitura dramatizada do polémico livro de Michael Wolff "Fire and Fury" sobre a presidência de Donald Trump e a plateia não ficou indiferente.

No sketch humorístico, que foi um dos momentos mais inesperados da cerimónia de prémios dos Grammy, o apresentador da gala James Corden realiza uma "audição" para eleger a pessoa que melhor interprete a leitura do livro de Wolff e se habilite assim a vencer o prémio de 2019 de "Melhor álbum de spoken word".

O rosto de Hillary Clinton surge brevemente escondido pelo livro em questão para posteriormente ser revelada a sua identidade, o que lhe valeu efusivos aplausos do público.

"Ele [Trump] tinha um medo recorrente de ser envenenado. Esta era uma das razões pelas quais gostava de comer no McDonalds. Ninguém sabia quando ele iria aparecer e a comida já estava preparada com segurança". Este foi o excerto que Clinton 'dramatizou' no sketch – e que lhe valeu a "atribuição" do prémio por parte de James Corden.

Se a reação do público na gala foi de risos, aplausos e elogios pelo momento inédito que o sketch marcou, já a reação de personalidades políticas não foi tão positiva – como foi o caso da embaixadora norte-americana das Nações Unidas, Nikki Haley.

"Sempre gostei dos Grammys, mas haver artistas a lerem o "Fire and Fury" arruinou a cerimónia. Não arruinem ótima música com lixo. Alguns de nós adoramos música e não gostamos que se misture política nela", referiu Haley no Twitter.

Também o filho do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr., se pronunciou na sua conta do Twitter sobre o episódio que Hillary Clinton protagonizou nos Grammys: "Ler excertos de um livro de 'fake news' [notícias falsas] nos Grammys parece ser um bom prémio de consolação para quem perdeu a presidência".

Desde que foi publicado, a 5 de janeiro, o livro de Michael Wolff já vendeu cerca de 1,7 milhões de cópias e tem estado constantemente no centro da polémica, sendo alvo tanto de elogios como de críticas.