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Internacional

Austrália prevê ser o décimo exportador de armas no mundo

John Moore / Getty

Para alcançar o objetivo, o Governo anunciou, entre outras medidas, a criação de um fundo de quase 2.500 milhões de euros para ajudar os fabricantes a expandir os seus negócios

O Governo da Austrália anunciou esta segunda-feira uma nova estratégia de Defesa que inclui incentivos aos fabricantes da indústria militar do país para o colocar entre os dez principais exportadores de armas no mundo.

O plano inclui um fundo de mais de 3.079 milhões de dólares (2.479 milhões de euros) para ajudar os fabricantes a expandir os seus negócios, assim como a criação de um gabinete de exportação de material militar, entre outras medidas.

"Trata-se de assegurarmos a maximização das oportunidades a favor de empregos australianos, de tecnologia australiana e da inovação australiana", disse em Sidney o primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, ladeado pelos responsáveis da Defesa, Marise Payne, e de Material de Defesa, Christopher Pyne.

O Governo australiano pretende aumentar as receitas geradas pelas exportações da indústria de Defesa, dos atuais 1.215 milhões de dólares (978 milhões de euros) para 2.025 milhões de dólares (1.631 milhões de euros) anuais, como parte das suas aspirações para a próxima década.

A Austrália, que atualmente se encontra entre os 20 principais exportadores militares, de acordo com o Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo, aponta como potenciais clientes os mercados dos Estados Unidos da América, Europa, Médio Oriente, Canadá, Nova Zelândia e a região indo-pacífica.

O plano para incrementar a venda de armamento não foi, contudo, bem recebido por toda a sociedade australiana.

Marc Purcell, representante do Conselho Australiano para o Desenvolvimento Internacional, criticou o anúncio, considerando que,"no contexto de incerteza internacional, onde o conflito é o mais provável", os esforços internacionais deveriam ser canalizados para a construção da paz.