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Milos Zeman reeleito Presidente da República Checa. “Esta foi a minha última vitória política”

MILOS ZEMAN

RADEK MICA/GETTY IMAGES

Chegou a ser considerado mais pró-europeu do que antieuropeu mas depois tornou claro de que lado está. Terceiro Presidente da República Checa desde a divisão da Checoslováquia em 1993, Milos Zeman foi reeleito este sábado. O candidato derrotado, Jiri Drahos, garante “que nada terminou ainda” e que planeia manter-se na política

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

O Presidente da República Checa, Milos Zeman, foi reeleito este sábado com 51,8% dos votos, contra 48,2% do seu adversário, antigo presidente da Academia de Ciências, Jiri Drahos.

Milos Zeman é o terceiro Presidente do país - depois de Václav Havel e de Václav Klaus – desde a divisão da antiga Checoslováquia em 1993. O político de 73 anos e antigo primeiro-ministro foi eleito em 2013, naquela que foi a primeira eleição a ser decidida pelos eleitores e não pelos deputados. “Esta foi a minha última vitória política”, afirmou Zeman este sábado na cidade de Praga, depois de serem conhecidos os resultados.

Jiri Draho, que se apresentou nestas eleições sem o apoio de qualquer partido e defendeu durante a campanha o reforço dos laços com a União Europeia e a NATO, admitiu a derrota: “Quero dar os parabéns ao vencedor destas eleições, Milos Zeman”, afirmou perante uma multidão de apoiantes, a quem garantiu, todavia, “que nada terminou ainda” e que planeia manter-se na política.

Inicialmente considerado pró-europeu, o Presidente reeleito tem criticado muito as políticas europeias, nomeadamente e sobretudo as que incidem sobre questões relacionadas com a imigração. Quando se deu o pico da crise de refugiados, entre 2015 e 2016, disse que estávamos perante uma “invasão organizada da Europa” e disse também que era “virtualmente impossível” integrar os muçulmanos na Europa devido às “diferenças” de cultura - a “integração apenas é possível entre culturas que são similares”, afirmou então numa entrevista a um canal de televisão local.

No rescaldo do Brexit no Reino unido, Milos Zeman chegou a sugerir que fosse realizado no seu país um referendo semelhante ao britânico. Foi um dos poucos líderes europeus a declararem o seu apoio a Donald Trump na corrida à Casa Branca e continua a preferir a Rússia e a China a qualquer outro país.