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Internacional

Atentado em Cabul faz pelo menos 95 mortos

OMAR SOBHANI/REUTERS

Uma ambulância armadilhada explodiu este sábado em Cabul, capital do Afeganistão, numa zona muito movimentada e próxima de embaixadas e delegações, e edifícios governamentais, como a sede do Ministério do Interior. O atentado, já reivindicado pelos talibãs, foi considerado o mais mortífero na capital desde maio de 2017

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Pelo menos 95 mortos e 158 feridos. É este o mais recente balanço do atentado que ocorreu este sábado em Cabul, capital do Afeganistão, já reivindicado pelos talibãs.

Eram cerca das 13h locais (8h30 em Portugal) quando uma ambulância armadilhada explodiu junto a um posto de controlo policial numa zona muito movimentada e próxima de embaixadas e delegações, e edifícios governamentais, como a sede do Ministério do Interior, dada como possível alvo do ataque. O atentado foi considerado o mais mortífero na capital desde maio de 2017, quando um camião também armadilhado explodiu junto à embaixada da Alemanha. Quase 150 pessoas morreram então.

Dejan Panic, coordenador do hospital para onde foram transportadas as vítimas do atentado deste sábado, fala de “um massacre”. “As pessoas que estavam perto da ambulância [no momento da explosão] estão irreconhecíveis. É impossível identificá-las. Há corpos espalhados pelo chão em todo o lado. Estamos perante um cenário trágico, devastador”, disse por seu turno à Reuters um membro das forças de segurança, Sediqullah Popalzai, segundo o qual a polícia afegã estará agora atenta a outros eventuais ataques, tendo inclusive mandado parar outra ambulância e detido três pessoas que ali se encontravam.

Os ataques terroristas no Afeganistão têm sido frequentes. Na semana passada, um grupo de talibãs invadiu um hotel de luxo em Cabul - hotel Intercontinental - e matou pelo menos 22 pessoas. Dias depois, um bombista suicida do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) fez-se explodir junto à sede da organização não-governamental Save the Children, em Jalalabad, capital da província de Nangarhar, no leste do país. Três anos depois de o antigo presidente norte-americano, Barack Obama, ter declarado oficialmente o fim da guerra no Afeganistão e entregue a responsabilidade pela segurança ao exército e às forças de segurança afegãs, a situação no país está longe de estar controlada.