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Internacional

Síria: Alemanha respeita interesses de Ancara mas está preocupada com ofensiva turca

Sean Gallup

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Sigmar Gabriel, assegurou que Berlim não permitirá a exportação de armas para a Turquia, como para qualquer outra “zona de tensão”

O Governo da Alemanha manifestou esta quinta-feira preocupação com a ofensiva do exército turco no norte da Síria, mas sublinhou que os “interesses de segurança” da Turquia devem ser respeitados.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Sigmar Gabriel, assegurou, contudo, num comunicado que Berlim não permitirá a exportação de armas para a Turquia, como para qualquer outra “zona de tensão”, uma questão que gerou polémica nos últimos dias porque o exército turco está a usar tanques alemães na ofensiva em Afrine, no norte da Síria.

“Apostamos, juntamente com França”, no quadro da NATO, em evitar uma escalada do conflito, permitir o acesso da ajuda humanitária e proteger a população civil. Isso tem prioridade absoluta", afirmou.

Gabriel acrescentou que pediu ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que aborde a situação no norte da Síria no contexto da Aliança Atlântica, de que a Turquia também é membro.
O ministro alemão advertiu por outro lado que “um novo confronto militar” não deve ser obstáculo à “oportunidade para negociações políticas para a paz e a estabilidade na Síria” que representa a ronda de negociações que hoje se inicia em Genebra.

Sigmar Gabriel afirmou no texto ter transmitido esta advertência ao Governo turco.
A Turquia lançou no sábado uma ofensiva aérea e terrestre na região de Afrine contra a milícia curda Unidades de Proteção do Povo (YPG), aliada dos Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico.

Ancara vê a milícia curda como uma ameaça devido às ligações do grupo com a insurgência curda do sudeste da Turquia.