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Chefes da diplomacia aliados reúnem-se em Paris para discutir guerra no Iémen

Leon Neal/GETTY

“Os conflitos na Síria e no Iémen criaram duas das piores crises humanitárias da atualidade. Não pode existir uma solução militar para estes conflitos, apenas soluções políticas pacíficas e bem negociadas podem verdadeiramente pôr termo ao sofrimento”, considerou Boris Johnson

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Estados Unidos, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos reúnem-se esta noite em Paris para abordar “uma solução política do conflito no Iémen”, referiam fontes concordantes citadas pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

Esta reunião, organizada pelo chefe da diplomacia britânica Boris Johnson, vai decorrer na embaixada do Reino Unido em Paris. Previamente, diversos ministros participaram na capital francesa no lançamento de uma iniciativa contra as armas químicas, em particular na Síria.

“Os conflitos na Síria e no Iémen criaram duas das piores crises humanitárias da atualidade. Não pode existir uma solução militar para estes conflitos, apenas soluções políticas pacíficas e bem negociadas podem verdadeiramente pôr termo ao sofrimento”, considerou Boris Johnson em comunicado.

Segundo o Departamento de Estado, o chefe da diplomacia de Washington Rex Tillerson participará neste encontro, que decorrerá à porta fechada e sem que esteja prevista qualquer declaração final.

A guerra no Iémen provocou mais de 9200 mortos e perto de 53,000 feridos. Segundo a ONU, este país, o mais pobre do Médio Oriente, confronta-se “com a pior crise humanitária do mundo”.

Em março de 2015, a Arábia Saudita interveio militarmente no Iémen e lidera a coligação árabe que apoia as forças do governo iemenita, que têm registado grandes dificuldades em recuperar terreno aos rebeldes.

Riade, criticada pelos ataques aéreos que vitimaram milhares de civis, e pelo bloqueio imposto em torno do Iémen, anunciou na segunda-feira uma “nova ajuda humanitária” de 1,5 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) e medidas para facilitar as operações de socorro.

Por seu turno, a Arábia Saudita acusa o Irão, o grande rival regional, de transferir clandestinamente armas para os rebeldes Huthis.