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Internacional

Guardas prisionais protestam nas ruas de França e bloqueiam prisões

Guardas prisionais em protesto bloquearam acesso à prisão de Fresnes, França, na semana passada

Julien Mattia/NurPhoto via Getty Images

A situação arrasta-se há uma semana, depois de o Governo francês ter rejeitado as medidas propostas pelos sindicatos franceses para melhorar as condições de trabalho nas prisões do país

Uma série de ataques a guardas prisionais dentro das prisões francesas levou os sindicatos do setor a convocarem uma greve nacional e a exigirem “bloqueio total” aos estabelecimentos prisionais esta segunda-feira.

A ministra francesa da Justiça, Nicole Bellboubet, anunciou que vai reunir-se com os líderes sindicais para tentar estancar esta crise que se prolonga desde a semana passada. O impasse entre Governo e sindicatos mantém-se desde que os últimos rejeitaram as propostas do Executivo para garantir melhorias na segurança e aumentos salariais.

O Ministério da Justiça instou os representantes sindicais a “iniciarem negociações de imediato” com vista a assegurar o bom funcionamento dos estabelecimentos prisionais franceses.

Na semana passada, três polícias foram atacados durante um motim na prisão de Fresnes, a sul de Paris. No domingo, dois guardas prisionais precisaram de assistência hospitalar depois de terem sido agredidos no centro de detenção de Longuenesse, perto de Calais.

“Tratou-se de mais um ataque à equipa, que não podemos tolerar mais”, disse um porta-voz dos sindicatos de Ufap-Unsa, lamentando o facto de “ocorrer diariamente”.

O apelo à mobilização acontece após ter sido rejeitada uma proposta para a criação de 1100 novos postos de trabalho para guardas prisionais nos próximos quatro anos. Atualmente os serviços prisionais franceses empregam 28 mil guardas em 188 estabelecimentos, onde estão detidas 78 mil pessoas, segundo dados da AFP.