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Militantes sociais-democratas ainda vão votar a decisão dos 600 delegados do SPD em Bona

Omer Messinger/GETTY

"Vamos negociar até que chie do outro lado", prometeu o líder do SPD, Martin Schulz, depois de a escolha dos delegados sociais-democratas ter favorecido a posição que defendia: conversações com Angela Merkel para criar um tratado de governação conjunta para a próxima legislatura de quatro anos. Se tudo arrancar de imediato, as conversações poderão terminar ainda em fevereiro

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

“Agora é o momento de tomarmos uma decisão, depois da votação trataremos de volta a unir o partido”, argumentou o líder do SPD ao terminar o discurso de mais de uma hora no congresso extraordinário do partido em Bona, que se seguiu a quatro horas de debate sobre a questão que dividia os sociais-democratas: GroKo ou NoGroKo? Votar a favor ou contra o prosseguimento das negociações para formar uma grande coligação com os democratas-cristãos da CDU e os democratas-sociais da CSU.

Martin Schulz comentou que nunca “um governo levou tanto tempo a formar na Alemanha”, após 54.6% dos 600 delegados sociais-democratas terem votado a favor, ou seja, 362 a favor, 297 contra e uma abstenção.

A campanha destas últimas semanas a favor da GroKo (acrónimo alemão para grande coligação) liderada pelo presidente dos sociais-democratas decorreu sob o signo da divisão do partido. E o resultado da votação demonstra que o partido está praticamente divido a meio, sendo a figura de proa da defesa do SPD como líder da oposição o presidente da juventude do partido, Juso, Kevin Künhert.

“Em última análise, também estamos a decidir em que direção vai o nosso país e Europa”, disse Schulz, exortando a direção do partido e os delegados a assumir a responsabilidade “sem medo, sem timidez”. “Estou convencido de que a atitude corajosa é a certa”, disse, citado pela agência alemã DPA.

Três pontos de negociação do SPD com os conservadores tinham sido alvo de alteração antes do voto de hoje, passando a uma versão mais exigente nas áreas da politica da saúde, trabalho temporário e reunificação. Pela sua parte, a CDU/CSU já se tinham mostrado avessos a fazer alguma alteração fundamental ao documento final de 28 páginas que os três partidos assinaram no passado dia 12 como base de negociações futuras, escreve o "Spiegel Online".

Segue-se ainda o crivo dos 440 mil militantes do SPD que vão votar depois da decisão da cúpula alcançada este domingo à tarde no congresso extraordinário do partido.