Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Ministro austríaco de extrema-direita causa indignação ao dizer que quer “concentrar” migrantes

LEONHARD FOEGER/REUTERS

O uso do termo associado aos campos de concentração nazis causou indignação. Herbert Kickl rejeita contudo as acusações

A presidente da câmara de Viena, Maria Vassilakou, afirmou que o ministro do Interior austríaco, Herbert Kickl, foi longe demais e que não é admissível o recurso a terminologia nazi para se lidar com a vida das pessoas.

Em causa estão as declarações proferidas esta quinta-feira pelo ministro de extrema-direita numa conferência de imprensa onde defendeu a criação de “centros de serviços básicos, infraestruturas adequadas que nos permita concentrar as pessoas no processo de (candidatura a) asilo todas no mesmo sitio”.

Herbert Kickl, ministro do Partido Liberdade Áustria (minoritário na atual coligação governativa austriaca) é a favorável a uma política muito restritiva relativamente a migrantes.

O ministro rejeitou contudo posteriormente as acusações, de que teria procurado lançar uma provocação, acrescentando que não iria entrar numa “discussão semântica”.

Steffi Krisper, do partido liberal Neos, disse que pareceu tratar-se de uma estratégia “de uma provocação deliberada, depois negada com pouca convicção”.

Relativamente à localização dos candidatos a asilo, o primeiro-ministro Sebastian Kurz, do Partido do Povo, considerou que o atual sistema é ineficiente.

O Partido Liberdade Áustria contou com nazis entre os seus fundadores, mas nos últimos anos tem tomado uma posição pública de afastamento a essa ideologia, expulsando diversos elementos devido a supostas ligações ao nazismo.