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99 reclusos continuam em fuga após motim em prisão brasileira

Claúdio Reis / EPA

Rebelião no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia causou a morte a nove detidos. 143 dos prisioneiros que fugiram foram capturados pelas forças de segurança

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penintenciária (SSPAP) de Goiás atualizou esta terça-feira para 99 o número de prisioneiros ainda em fuga, consequência do motim ocorrido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Dados oficiais anteriores davam conta de 77 fugitivos. A rebelião aconteceu no domingo, causando a morte de nove pessoas.

Segundo a SSPAP, as forças de segurança capturaram 143 dos prisioneiros que conseguiram fugir.

Foram também divulgados mais pormenores sobre o motim, que foi provocado pelos presos da ala C. Estes invadiram as outras três alas do estabelecimento prisional, incendiando colchões e provocando conflitos. Seis prisioneiros morreram carbonizados e dois foram decapitados.

O excesso de lotação tinha já levado as autoridades competentes a alertar para o risco de violência. Um relatório divulgado em 2016 pelo Tribunal de Justiça de Goiás falava em “risco iminente de nova rebelião”. No “Relatório de inspeção aos presídios de Goiás” era chamada a atenção para o facto de a unidade ter capacidade para 122 presos em regime semiaberto e abrigar, em março de 20115, um total de 330.

A segurança foi também alvo de reparos: São apreendidos com frequência telemóveis e drogas de todos os tipos”.