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Internacional

Mais de 10 mil mortos no Iémen desde a intervenção da coligação árabe

STRINGER/ Getty Images

As vítimas mortais incluem 2.066 crianças. O Iémen é cenário de um conflito entre o governo do Presidente Abdo Rabu Mansur Hadi, internacionalmente reconhecido, e os rebeldes 'huties', que controlam a capital desde setembro de 2014

O conflito armado no Iémen causou mais de 10.000 mortos em áreas controladas por rebeldes desde o início da intervenção da coligação militar liderada pela Arábia Saudita em março de 2015, revelam datos publicados esta terça-feira pelo Governo dos xiitas 'huties'.

O vice-ministro da Saúde do executivo rebelde, Abdelsalam Al Midani, afirmou que os departamentos do seu ministério registaram 10.363 mortes de março de 2015 a dezembro de 2017.

As vítimas mortais incluem 2.066 crianças e 574 mulheres, para além de 21.288 feridos, dos quais mais de 3.000 são menores e 2.050 sofreram lesões permanentes, de acordo com Al Midani.

O responsável afirmou ainda que os danos materiais causados pela guerra em instalações sanitárias ascendem a 18 milhões de dólares e as perdas em equipamentos médicos são de 91 milhões de dólares, de acordo com as primeiras estimativas.

O vice-ministro destacou ainda a epidemia de difteria que foi recentemente declarada e que afeta dezoito das vinte e duas províncias do país, tendo infetado 439 pessoas, das quais 44 morreram.

O Iémen é cenário de um conflito entre o governo do Presidente Abdo Rabu Mansur Hadi, internacionalmente reconhecido, e os rebeldes 'huties', que controlam a capital desde setembro de 2014 e as áreas do oeste e norte do país.