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496 dias depois, o corpo de Diana apareceu

O corpo foi recuperado na noite de passagem de ano. Havia suspeitas, agora há certezas: é o cadáver de Diana Quer, a jovem madrilena de 18 anos que desapareceu no verão de 2016. No mesmo dia em que as análises de ADN confirmam a identidade, as autoridades reabriram o caso, que tinha sido arquivado em abril

Análises de ADN permitiram esta terça-feira confirmar que o corpo encontrado no fundo de um poço em Rianxo, na região espanhola da Galiza, pertence à jovem madrilena Diana Quer, desaparecida em 22 de agosto de 2016 (496 dias), informou fonte do Governo espanhol.

O delegado do Governo na Galiza, Santiago Villanueva Álvarez, adiantou esta terça-feira, em conferência de imprensa, alguns pormenores sobre o caso do desaparecimento da jovem, então com 18 anos, a 22 de agosto de 2016 em A Pobra do Caramiñal.

A Guardia Civil espanhola encontrou o corpo na madrugada de domingo, num poço localizado numa propriedade industrial em Asados, em Rianxo (província da Corunha).

A polícia chegou ao corpo na sequência da detenção de José Enrique Abuín, conhecido por "El Chicle".

Abuín estava na lista de suspeitos pelo desaparecimento de Diana Quer, mas foi detido por tentativa de sequestro e abuso sexual de uma outra mulher em Boiro (Corunha) no dia 25 de dezembro.

Nas declarações que prestou à Guardia Civil, "El Chicle" confessou ter matado Diana Quer, revelou o local onde estava o corpo e acompanhou os agentes ao local da descoberta. Também disse que agiu sozinho e que matou Diana Quer atropelando-a, noticiou a agência EFE, citando fontes da investigação.

No entanto, o coronel Francisco Javier Jambrina Rodríguez, comandante da Guardia Civil da Corunha, disse esta terça-feira que considera "impossível" que a causa da morte da jovem seja um atropelamento.

Entretanto, fonte do Tribunal Superior de Justiça da Galiza anunciou que o tribunal de instrução número um de Ribeira, na Corunha irá reabrir ainda esta terça-feira a instrução do caso, arquivado a 19 de abril.

Nessa altura, o tribunal de instrução decretou o arquivamento provisório do caso devido à "falta de indícios".

Embora considerasse necessário "continuar a investigação", o magistrado optou por encerrar a via judicial enquanto a Guardia Civil continuava a investigar.