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Expresso

Internacional

16 angolanos morreram de malária todos os dias até agosto

Testes avançam, mas a doença permanece ameaçadora

Romeo Ranoco / reuters

As altas taxas de incidência da malária são um problema de saúde pública que está a alarmar as autoridades angolanas. Já foi acionada a estrutura interministerial Conselho Nacional para as Emergências

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Até agosto, mais quatro mil pessoas morreram em Angola vítimas de malária. O quadro tornou-se ainda mais sombrio a partir de setembro, obrigando o ministério da Saúde a reativar a estrutura interministerial chamada Conselho Nacional para as Emergências, escreve o diário digital angolano “Novo Jornal”.

As quatro mil mortes contaram-se entre três milhões de casos diagnosticados, o que corresponde a uma média de 16 óbitos por dia. Este elevado número de casos leva Rafael Dimbu a dizer queAngola está a “viver um período sombrio este ano, desde o último trimestre”. O coordenador-adjunto do Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM) revelou que as taxas de incidência mais altas da doença se deram em municípios do Kwanza-Norte, Cabinda, Bengo, Huambo e Lunda-Norte.

“Este ano, de uma forma muito particular [a malária] está a ter dimensões um pouco alarmantes porque estamos a ouvir falar em surtos em todo o país, que o ministério da Saúde está a acompanhar”, declarou Dimbu em Luanda, citado pela agência Angop, onde apresentou a situação epidemológica da malária em Angola, sublinhando tratar-se de um problema de saúde pública.