Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Os líderes europeus demarcam-se de Trump sobre Jerusalém

Vista geral de Jerusalém

FOTO THOMAS COEX/AFP

Na reunião desta quinta-feira, os Vinte e Oito acordaram ainda a renovação das sanções à Rússia

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia mantêm a posição em relação a Jerusalém e reiteram "o firme compromisso com a solução de dois Estados", o de Israel e o da Palestina, com Jerusalém como capital de ambas quando estiver resolvido o processo entre as duas partes. Nas conclusões da reunião desta quinta-feira, foi incluído um último parágrafo, onde afirmam que "a posição da UE sobre Jerusalém não mudou".

Os Vinte e Oito demarcam-se assim da decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém apenas como a capital de Israel, e de transferir a embaixada norte-americana de Telavive para a chamada "Cidade Santa".

O debate sobre a decisão norte-americana em relação a Jerusalém tinha sido pedido pelo primeiro-ministro belga, Charles Michel.

Já na segunda-feira, os ministros dos negócios estrangeiros dos Vinte e Oito tinham deixado clara esta mesma posição, depois de um encontro em Bruxelas com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

"Acreditamos que a única solução realista para o conflito entre Israel e a Palestina se baseia em dois Estados, com Jerusalém como capital de ambos de acordo com a linha 67", tinha dito na altura a Alta Representante da UE para a Política Externa.

"Vamos continuar a respeitar o consenso internacional sobre Jerusalém, até que o estatuto da Cidade Santa esteja resolvido através de negociações diretas entre as duas partes", esclareceu ainda Federica Mogherini que apelava aos dois lados do conflito para se empenharem nas negociações de Paz e evitarem um escalar da tensão.

Na reunião desta quinta-feira, os líderes europeus voltaram também a discutir as sanções à Rússia. O Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse na rede social Twitter que "a UE estava unida quanto a uma prorrogação das sanções económicas à Rússia".

Depois de ouvirem a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, fazerem o ponto de situação sobre os acordos de Minsk e a situação na Ucrânia, os líderes acordaram na renovação das sanções económicas à Rússia, que deverão ser aprovadas em breve.