Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Hospital indiano entrega em saco de plástico corpo de bebé prematuro que afinal estava vivo

Os pais já estavam a transportar o corpo para os rituais fúnebres quando perceberam que o recém-nascido se mexia dentro do saco em que lhes fora entregue

Acabou por morrer, esta quarta-feira, devido a “infeção e outros problemas médicos” o bebé prematuro que na semana passada fora erradamente declarado morto à nascença num hospital privado da capital indiana, e entregue aos seus pais dentro de um saco de plástico.

O caso teve grande destaque no país e o ministro da Saúde, Satyender Jain, anunciou que a licença do hospital poderá ser cancelada caso seja provada negligência médica.

O bebé era um dos dois gémeos de 22 semanas que haviam nascido, supostamente sem vida, no Hospital Max, na quinta-feira passada.

Os corpos dos dois bebés foram devolvidos à família dentro do saco, mas quando já estavam a transportá-los para os rituais fúnebres perceberam que um deles estava a contorcer-se. De imediato acorreram a levá-lo para uma clínica, onde viria a falecer cerca de uma semana depois.

A família recusou-se a efetuar os rituais fúnebres antes que sejam tomadas medidas contra o Hospital Max. Dois médicos foram demitidos no domingo após a abertura de um inquérito.

As nossas profundas condolências aos pais e aos membros da família. Ao mesmo tempo que compreendemos que a sobrevivência em bebés muito prematuros é rara, é sempre muito doloroso para os pais e para a família. Desejamos-lhes força para superarem esta perda”, declararam os responsáveis do Hospital Max, em comunicado.

Uma equipa encarregada de averiguar o caso já determinou que o hospital não seguiu os protocolo médico estabelecido para lidar com casos de bebés prematuros.