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Mueller exige ao Deutsche Bank registos das contas de Trump

SAUL LOEB/GETTY

Informação foi avançada à Reuters e ao jornal “Handelsblatt” por fontes ligadas ao inquérito do conselheiro especial, mas desmentida por um advogado do Presidente norte-americano

Robert Mueller, o antigo diretor do FBI nomeado para chefiar as investigações à alegada interferência da Rússia nas presidenciais norte-americanas e às suspeitas de conluio entre a equipa de Donald Trump e pessoas ligadas ao Kremlin, ordenou ao Deutsche Bank que lhe forneça todos os dados e registos de contas do Presidente dos EUA.

Fontes ligadas ao inquérito disseram à agência Reuters e ao jornal alemão “Handelsblatt” que o banco foi formalmente intimidado por Mueller na terça-feira, mas um advogado de Trump desmentiu que tal tenha acontecido.

“As notícias de que o conselheiro especial emitiu uma intimação formal relativa aos registos financeiros do Presidente são falsas”, garantiu Jay Sekulow num email enviado à Reuters. “Nenhuma intimação foi emitida ou recebida. Confirmámos isto junto do banco e de outras fontes.”

Por sua vez, o Deutsche Bank, uma das principais fontes de empréstimos à Organização Trump para projetos de imobiliário, recusou-se a confirmar a veracidade das informações, dizendo que não tece comentários sobre qualquer dos seus clientes. Em comunicado, um porta-voz do gigante financeiro disse à NBC News que o banco “leva muito a sério as suas obrigações legais e [que] continua empenhado em cooperar com as investigações autorizadas.”

Em junho, o maior banco da Alemanha tinha rejeitado pedidos semelhantes que lhe tinham sido endereçados por legisladores do Partido Democrata com assentos na Câmara dos Representantes, refugiando-se em leis da privacidade que protegem os seus clientes.

A par de Mueller, as duas câmaras do Congresso norte-americano também estão a investigar as suspeitas de conluio entre a equipa de Trump e elementos ligados ao Kremlin no decorrer da campanha para as presidenciais de há um ano, que deram a vitória ao empresário populista contra a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton.