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Argentina roubada quando era bebé conhece a família 40 anos depois

BERNARDINO AVILA/REUTERS

Os pais de Adriana integram o grupo de milhares de ativistas de esquerda que desapareceram durante a ditadura militar argentina. Após o casal que a criou ter morrido, alguém lhe disse que eles não eram os seus pais biológicos, o que a levou a contactar o grupo Avós da Praça de Maio

Adriana, uma advogada de 40 anos que não quer revelar o seu apelido, anunciou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que através das Avós da Praça de Maio – grupo destinado a encontrar os filhos daqueles que desapareceram durante a ditadura militar argentina entre 1976 e 1983 – descobriu e reuniu-se finalmente com os membros da sua família biológica.

Adriana foi raptada quando era bebé recém-nascida e só muito recentemente, após os dois membros do casal que a criou terem falecido, alguém lhe revelou que eles não eram os seus pais biológicos.

Os pais verdadeiros conheceram-se enquanto estudantes de engenharia da cidade de La Plata e integravam um grupo de estudantes de esquerda. Tinham 23 e 21 anos de idade quando foram capturados. A mãe encontrava-se grávida e Adriana viria a nascer num centro de detenção, tendo sido levada poucos mdias depois de nascer. Os seus pais fazem parte do grupo de 30 mil pessoas desaparecidas durante o regime militar.

Testes de ADN permitiram descobrir qual a sua família biológica, sendo este o 126.º caso que o grupo Avós da Praça de Maio consegue resolver. A avó biológica de Adriana nunca parou de procurar por ela e é uma das figuras centrais daquele movimento.