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Internacional

Tensão na Península Coreana está em escalada

O Hwasong-15 é uma evolução do míssil de longo alcance Hwasong-12 (na foto), que Pyongyang testou em agosto

STR

A retórica belicosa entre os EUA e a Coreia do Norte continua a subir de tom e a chegada de caças furtivos norte-americanos para exercícios militares na Coreia do Sul fez aumentar a tensão na Península Coreana, avança a CNN

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Este tem sido um fim de semana de crescente tensão na Península Coreana e a troca de palavras entre Pyongyang e Washington continuam em forte escalada.

A chegada de caças furtivos norte americanos à Coreia do Sul levou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte a dizer que “o Presidente Donald Trump “está a pedir uma guerra nuclear”.

“Uma provocação perigosa”, que “pode conduzir a uma guerra nuclear”, foi assim que o jornal norte-coreano “Rodong Sinmun” classificou, este domingo, os exercícios militares que estão a ser preparados para a próxima semana na Coreia do Sul.

Segundo a cadeia televisiva norte-americana CNN, fontes oficiais de Pyongyang e Washington sublinham que a hipótese de guerra está a crescer. O conselheiro nacional de Segurança HR McMaster fê-lo publicamente, este sábado, numa conferência no Reagan National Defense Forum, na Califórnia.

“A tensão está a crescer, dia após dia, o que significa que estamos numa corrida para conseguir resolver este problema e não nos resta muito tempo”, afirmou McMaster referindo-se ao recente lançamento de um míssil balístico intercontinental com capacidade para atingir os EUA.

Os EUA têm enviado dezenas de meios aéreos para a Coreia do Sul, entre os quais os seis F-22 Raptors que chegaram no sábado, assim como bombardeiros e militares que se juntam aos sul coreanos para exercícios.

A pensar num possível ataque nuclear, o estado norte-americano do Hawai reiniciou na passada sexta-feira o sistema de alerta. É a primeira vez que o aciona desde a Guerra Fria.