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Trump promete “sanções sérias” contra a Coreia do Norte em resposta a míssil balístico intercontinental

Chip Somodevilla/Getty Images

O lançamento de um novo míssil por parte da Coreia do Norte, considerado o mais extenso até hoje, voltou a deixar os EUA e a comunidade internacional em alvoroço. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas reuniu-se de emergência esta quarta-feira à tarde

Helena Bento

Jornalista

A Coreia do Norte voltou a lançar um míssil balístico internacional, na terça-feira, e Donald Trump, em resposta ao lançamento, voltou a prometer sanções contra o país, “sanções sérias” desta vez.

Depois de ter falado ao telefone com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, o Presidente norte-americano anunciou a imposição de “sanções adicionais e sérias” contra a Coreia do Norte. “Estamos a tratar da situação”, afirmou Trump, numa mensagem publicada no Twitter. Já na quinta-feira à noite, em conferência de imprensa a partir da Casa Branca, convocada a propósito do lançamento, Trump garantira que os EUA “vão tomar conta do assunto”.

O lançamento de um novo míssil por parte da Coreia do Norte, na terça-feira, voltou a deixar os EUA e a comunidade internacional em alvoroço, sobretudo depois de o Pentágono ter confirmado que o projétil realizou um voo de mil quilómetros, o mais extenso até hoje, tendo caído no mar do Japão, na Zona Económica exclusiva do país (segundo fonte oficial japonesa). Já o regime de Pyongyang afirmou que o novo modelo de míssil balístico, cujo lançamento foi “autorizado e presenciado pelo líder” Kim Jong-un, é capaz de alçancar “todo o território dos Estados Unidos”.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reuniu-se de emergência esta quarta-feira à tarde. Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês, qualificou o lançamento como “um ato violento” e que “não pode ser tolerado” e, a par com o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, apelou a novas sanções contra Pyongyang. Também a França, Itália, Austrália, Rússia, Suécia, Dinamarca e Lituânia condenaram o novo teste. Portugal juntou-se ao coro de vozes e pediu à comunidade internacional que exerça “máxima pressão” sobre a Coreia do Norte para um “diálogo sério” com vista ao “abandono total” dos seus programas balístico e nuclear.

Segundo um comunicado emitido entretanto pela Casa Branca, Donald Trump terá, em conversa com Xi Jinping, “sublinhando a importância de a Chinar usar todos os meios que tem ao seu alcance para convencer a Coreia do Norte a pôr fim às suas provacações e a regressar ao caminho da desnuclearização”. O Presidente norte-americano terá ainda deixado claro ao seu homólogo chinês que os EUA “vão continuar a zelar pela sua prória segurança, mas também pela segurança dos seus aliados”.

No dia 21 deste mês, os Estados Unidos impuseram sanções contra 13 entidades encarregadas do transporte marítimo e terrestre na Coreia do Norte, como forma de pressionar Pyongyang a abandonar as suas aspirações nucleares e ensaios de mísseis balísticos.