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Morreu o ex-general condenado por crimes de guerra que tomou “veneno” durante leitura da sentença

Reuters TV

Slobodan Praljak era um dos seis antigos comandantes bósnio-croatas a serem julgados no Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (ICTY) e terá bebido veneno durante a leitura da sentença do último recurso. Ia ser condenado a 20 anos de prisão por tentativa de limpeza étnica mas terá morrido no hospital. As últimas palavras que disse ao juiz foram: “Praljak não é um criminoso de guerra!"

Ana França

Ana França

Jornalista

O antigo líder político bósnio-croata Slobodan Praljak, acusado de tentar criar uma região etnicamente "limpa", livre de muçulmanos, contra os quais coordenou vários ataques, terá morrido depois de beber um frasco de veneno, pouco tempo após os juízes do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia lhe terem negado o recurso.

A informação ainda não foi confirmada pela polícia holandesa ou por responsáveis do tribunal.

A leitura da sentença foi imediatamente suspensa e uma ambulância demorou poucos minutos a chegar a local. Porém, Praljak terá morrido ainda no local, segundo avançou ao diário norte-americano "The New York Times" um responsável do tribunal sob anonimato. Iria cumprir 20 anos de pena.

Depois de ouvir a confirmação da sentença, Praljak, de 72 anos, levantou-se e gritou “Praljak não é um criminoso de guerra, rejeito o vosso veredicto”. Logo depois, retirou do bolso um frasco e engoliu o conteúdo que seria veneno, disse o seu advogado.

O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ), instância judicial ad hoc da ONU, sediada na Holanda e vocacionada para indiciar e condenar os principais responsáveis das guerras interétnicas que destruíram a ex-Jugoslávia entre 1991 e 1999 (Croácia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo), encerra os seus trabalhos no final de dezembro.

Os seis antigos dirigentes e chefes militares dos croatas na Bósnia foram condenados em 2013 por participarem na “limpeza étnica” contra os muçulmanos bósnios.