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Presidente egípcio pede mão de ferro contra terroristas que mataram 300 pessoas

O Presidente egípcio Abdul Fattah al-Sisi fala ao país para condenar o atentado que vitimou pelo menos 300 pessoas

Reuters

Abdul Fattah al-Sisi afirmou que as forças armadas e a polícia do país vão “vingar os mártires e restabelecer a segurança e a estabilidade”. Há 30 crianças entre as vítimas mortais

O Presidente egípcio Abdul Fattah al-Sisi disse esta sexta-feira que vai responder com “a máxima força”, horas depois do ataque que vitimou 300 pessoas numa mesquita na cidade de Bir al-Abed, no Norte do Sinai.

Os terroristas fizeram explodir várias bombas artesanais na mesquita de al-Rawda, durante as orações desta sexta-feira, e quando os fiéis tentaram escapar para o exterior do templo foram atingidos por tiros de metralhadora disparados por um número indeterminado de indivíduos.

O exército egípcio informou que vai encetar ataques aéreos contra alvos terroristas, embora ainda nenhum grupo extremista tenha reivindicado o ataque, que é já considerado um dos mais mortíferos no Egito. Relatos dão conta de que os atacantes incendiaram veículos que se encontravam estacionados nas imediações para impedir o acesso à mesquita e dispararam contra as ambulâncias que tentavam auxiliar as vítimas.

Entre os mortos contam-se 30 crianças e pelo menos 100 pessoas ficaram feridas.

“O que está a acontecer é uma tentativa de travar os nossos esforços na luta contra o terrorismo”, disse Sisi horas depois do atentado, numa declaração transmitida pela televisão egípcia. “As forças armadas e a polícia vão vingar os nossos mártires e restabelecer a segurança e a estabilidade com a máxima força.”

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse na sexta-feira ao seu homólogo egípcio que os EUA vão continuar a “defender” aquele país do terrorismo após o “atroz” atentado à mesquita, informou a Casa Branca através de um comunicado.

Durante a conversa, o Presidente dos EUA transmitiu a Sisi que a comunidade internacional “não pode tolerar grupos terroristas bárbaros”.

Para o evitar, disse, devem reforçar-se os esforços para “vencer o terrorismo e o extremismo em todas as suas formas”.

Numa mensagem prévia na rede social Twitter, Trump escrevera que é preciso ser-se mais "duro e inteligente" do que nunca para combater o terrorismo.

As autoridades egípcias combatem nesta região várias organizações 'jihadistas', incluindo o ramo egípcio do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), responsável por atentados sanguinários na região da Península do Sinai.