Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Arábia Saudita e aliados reforçam “lista de terroristas”

O xeque do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, recusa as acusações dos países vizinhos de ligações ao terrorismo islâmico

Reuters

A crise no Golfo não parece ter fim à vista. Os quatro países que impuseram um bloqueio ao Qatar, acusando-o de apoiar o terrorismo, acrescentam novos nome à “lista negra” de entidades e pessoas suspeitas de difundirem ideologias extremistas

Mais duas organizações terroristas islâmicas e onze indivíduos foram acrescentados à “lista de terroristas” elaborada pelas quatro nações árabes que impuseram sanções ao Qatar. Bahrain, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos acusam a Associação Internacional de Estudiosos Muçulmanos, liderada pelo teólogo egípcio Yusuf al-Qaradawi, e o International Islamic Council for Da'wah and Relief de promoverem ideologias extremistas.

Os quatro países acreditam que estas duas entidades e todos os que nelas estão envolvidos são apoiados pelo Governo de Doha, Qatar.

Da lista que foi inicialmente elaborada em junho, e tem sido atualizada desde então, constam cidadãos do Qatar, entre eles homens de negócios, políticos e altos membros da família real, seis empresas com sede na Líbia e três organizações sediadas no Iémen, entre outros. São acusados pelos governos dos quatro países árabes de manter ligações à al-Qaeda.

A Arábia Saudita e os seus aliados garantiram esta quinta-feira numa comunicação conjunta enviada aos meios de Comunicação Social sauditas que a decisão foi tomada “à luz do seu empenho em combater o terrorismo, secando as suas fontes de financiamento e combatendo a ideologia extremista… e a sua promoção”.

“As duas entidades adicionadas à lista são organizações terroristas que trabalham para promover o terrorismo, explorando o discurso islâmico e usando-o como um disfarce para promover várias atividades terroristas”, pode ler-se na missiva.

“Os indivíduos visados também levaram a cabo numerosas operações terroristas nas quais receberam apoio direto do Qatar a vários níveis, incluindo terem-lhe sido entregues passaportes e concedido acesso a instituições no país”, acrescentaram.

Os quatro países do Golfo acusam as autoridades do Qatar de “não executarem as ações necessárias para acabar com as atividades terroristas”, e reafirmaram o seu compromisso com “a segurança na região”.

A atual crise começou no início de junho, altura em que os quatro países do Golfo cortaram relações com o Qatar, impondo um bloqueio aéreo, marítimo e terrestre com a intenção de isolar o país vizinho. Aqueles acusam-no de financiar o terrorismo e de manter relações próximas com o Irão, considerado inimigo das nações sunitas.

O Governo de Doha rejeita as acusações de cooperação com terroristas, assim como a lista de 13 exigências apresentada pouco depois do início do bloqueio, e que pede entre outras o encerramento da estação televisiva Al-Jazeera.