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Internacional

Refugiados sírios em greve de fome contra demora no reagrupamento familiar

DANIEL MIHAILESCU / GETTY IMAGES

Acampados frente ao parlamento de Atenas, queixam-se dos longos meses de espera para ir ao encontro dos familiares, muitos deles na Alemanha

Um grupo de refugiados sírios, constituído sobretudo por mulheres, continua instalado em tendas junto ao parlamento de Atenas, em greve de fome, num protesto contra a lentidão dos processos de reagrupamento familiar.

Alguns dos refugiados dizem estar na Grécia há mais de um ano, numa longa espera para se reunirem com os familiares que têm na Alemanha.

A imprensa grega noticiou que os governos grego e alemão concordaram informalmente, em maio, em abrandar o ritmo dos reagrupamentos dos refugiados, o que a Grécia nega.

Pelo contrário, o ministro da Emigração, Yannis Mouzalas, garante que o número de reagrupamentos “aumentou cerca de 27% face ao ano passado”, desmentindo categoricamente a existência de “negócios” nesta matéria.

Mouzalas disse aos jornalistas que a Grécia tem garantias da Alemanha de que os refugiados cujas candidaturas foram aceites vão mesmo para a Alemanha, mesmo que existam atrasos. Negou, além disso, que os refugiados tenham de pagar os seus voos.

Cerca de 60 mil refugiados e migrantes, principalmente sírios, afegãos e iraquianos, ficaram ‘presos’ na Grécia depois do encerramento das fronteiras nos Balcãs.

O volume diário de chegadas — uma média de 214 pessoas em setembro, segundo Mouzalas — criou um problema grave de sobrelotação nos acampamentos nas ilhas gregas, sem capacidade de resposta para lidar com um total de refugiados que dobra ou triplica o número de lugares disponíveis. A maioria dos recém chegados são mulheres e crianças, de acordo com dados das Nações Unidas.