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O dia em que Trump jurou acreditar em Putin

MIKHAIL KLIMENTYEV / Getty

"Ele disse-me que se sente insultado", disse Trump aos jornalistas. “E isso não é bom.” Em causa está a suspeita de interferência russa nas eleições norte-americanas de 2016. À margem do Fórum de Cooperação Económica da Ásia-Pacífico, a decorrer no Vietname, ambos os chefes de Estado assinaram também uma declaração conjunta sobre o Daesh

Um promete que o outro jura. É assim que podem resumir-se as afirmações proferidas este sábado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sobre as alegadas interferências do seu homólogo russo, Vladimir Putin, nas eleições norte-americanas de 2016.

“Ele disse-me que não tinha tido absolutamente nenhuma interferência nas nossas eleições”, avançou Trump sobre a conversa que manteve com Putin, à margem do Fórum de Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC), a decorrer em Danang, no Vietname.

Em declarações aos jornalistas que o acompanhavam a bordo do Air Force One, o presidente norte-americano confidenciou: “Sempre que me vê, ele diz-me ‘não fiz isso’. E eu realmente acredito nele quando mo diz”.

Donald Trump acrescentou que Putin “se sente insultado por isso, o que não é bom para o nosso país, porque considero que um bom relacionamento com a Rússia pode ajudar-nos a resolver o nosso maior problema agora, a Coreia do Norte”.

Acerca do mesmo assunto, Vladimir Putin também considerou “absurdas” as suspeitas de interferência russa nas eleições dos Estados Unidos. “Tudo o que está relacionado com o dossiê russo nos EUA é a prova da luta política interna neste país”, afirmou o presidente russo numa conferência de imprensa em Danang.

Acordo sobre Daesh

Do encontro de ambos os chefes de Estado no Vietname - onde a cimeira da APEC culmina este sábado com um encontro dos líderes das 21 economias do bloco - resultou igualmente a assinatura de uma declaração conjunta sobre o Daesh. “Os presidentes concordam que o conflito na Síria não tem solução militar”, é ali expresso, além de reforçar a “determinação de derrotar o Daesh”.

No documento, Trump e Putin expressam “a sua satisfação e esforços para evitar incidentes perigosos entre militares russos e norte-americanos, que permitiram aumentar as baixas do Daesh nos campos de batalha nos últimos meses”.